Ludymilla Sá - Estado de Minas
Publicação:
05/05/2011 07:00
Além de roubar a vantagem do Cruzeiro, que joga por dois empates ou uma vitória e uma derrota pelo mesmo saldo de gols, o Atlético tem pequeno tabu a desafiá-lo no primeiro clássico decisivo do Campeonato Mineiro, domingo, às 16h, na Arena do Jacaré. Desde que o confronto entre os arquirrivais passou a ter torcida única, quem não contou com o apoio dos torcedores, venceu. Assim foi nos dois turnos do Campeonato Brasileiro de 2010 e na fase de classificação do Estadual deste ano.
No primeiro confronto do ano passado pela competição nacional, o Galo era o mandante, mas a Raposa venceu por 1 a 0, gol de Wellington Paulista. No segundo, o time celeste contou com o apoio da China Azul, mas perdeu por
4 a 3. O atacante Obina, hoje no futebol chinês, marcou três vezes e o zagueiro Réver confirmou o triunfo. Para os celestes marcaram Thiago Ribeiro, duas vezes, e Gilberto. Este ano, o placar se repetiu no Mineiro, na ocasião com Diego Tardelli, agora na Rússia, destacando-se com três gols. Neto Berola marcou o outro. Wellington Paulista, Henrique e Gil marcaram para o Cruzeiro.
Se depender da vontade dos alvinegros, o tabu está com os dias contados. “Temos consciência de que precisamos colocar a bola no chão e nos desdobrar para vencer o primeiro jogo. Sabemos que o Cruzeiro tem muitos jogadores experientes, de qualidade, mas também temos os nossos. Somos capazes de vencê-lo”, comentou Giovanni Augusto, que será o único armador diante do arquirrival, por causa da suspensão de Renan Oliveira pelo acúmulo de cartões amarelos.
A responsabilidade é grande. Mas o jogador se diz preparado. Ele se apega à experiência obtida no Náutico, ano passado, quando foi emprestado a pedido do técnico Alexandre Gallo. “Vai caber a mim a obrigação de pôr os meus companheiros em condição para fazer os gols. Já tive a experiência de jogar assim com o Gallo. Por isso não será problema”.
Contra o Cruzeiro, Dorival Júnior tende a escalar um meio-campo mais sólido, com três volantes. Ontem, durante um trabalho tático na Cidade do Galo, Toró entrou, desde o início, no lugar de Renan Oliveira, suspenso, ao lado de Serginho e Fellipe Soutto, além de Giovanni Augusto. Ele atuou como titular pela última vez diante do Prudente, no jogo de ida da Copa do Brasil, em Presidente Prudente. “Fiz um treinamento. A partir do momento que saí, continuei me dedicando, esperando por nova oportunidade. A expectativa é de jogar o clássico contra um grande adversário”, afirma o jogador.
Se for confirmado diante da Raposa, Toró cumprirá a dura tarefa de marcar Montillo, um dos principais destaques da Raposa. “Já o enfrentei na Copa Libertadores, quando eu jogava no Flamengo, e a dificuldade de marcá-lo é grande, pois é um jogador diferenciado. Mas estamos preparados. Tenho certeza de que eles também estão preocupados.”
Sem Mancini e Magno Alves, entregues aos médicos, Dorival Júnior escalou Neto Berola e Bernard no treino de ontem. O último foi substituído por Wesley no decorrer dos trabalhos. Mas o time só será confirmado amanhã. O treinador aguarda, pelo menos, por Magno Alves, que sente dores musculares. O caso de Mancini é um pouco mais grave. O jogador tem um edema na coxa direita.
SEM AGRADAR Os atleticanos só não ficaram satisfeitos com a notícia de que o paulista Paulo César de Oliveira será o árbitro. Ele apitou, domingo, o polêmico jogo no qual o Corinthians eliminou o Palmeiras nos pênaltis e se classificou para a final do Campeonato Paulista contra o Santos. Giovanni Augusto, porém, preferiu evitar polêmica: “Acontece. O juiz também está sujeito a errar, assim como a gente chega na cara do gol e erra. Então, é entrar concentrado em campo, esquecer isso e fazer o nosso trabalho”.
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