Antes de enfrentar o Avaí, domingo, quando pode sair da zona de rebaixamento do Brasileiro, Galo não sabe se poupa jogadores amanhã, pela Copa Sul-Americana
Paulo Galvão - Estado de Minas
Publicação:12/10/2010 07:00
O Atlético vive um paradoxo: precisando reagir com urgência no Campeonato Brasileiro, no qual é o antepenúltimo colocado, tem de decidir se abre ou não mão da Copa Sul-Americana, cujo campeão terá vaga na Copa Libertadores do ano que vem. Amanhã, às 22h, em Sete Lagoas, faz o primeiro jogo das oitavas de final da competição, contra o Independiente Santa Fé, da Colômbia.
Com muitos problemas nos últimos jogos, nos quais não pôde contar com jogadores como o artilheiro Diego Tardelli, o temor é escalar o que tem de melhor no momento e perder peças importantes para a sequência do Nacional. Domingo, por exemplo, também em Sete Lagoas, fará verdadeira decisão com o Avaí, primeira equipe fora da zona de rebaixamento e dois pontos a sua frente.
O técnico Dorival Júnior não divulgou quem vai escalar amanhã, mas adiantou, ainda em Porto Alegre, onde o Galo foi derrotado por 1 a 0 pelo Internacional, domingo, que a prioridade é o Brasileiro. “Nosso foco principal será a partida contra o Avaí, dentro de nossa casa, e vamos convocar o torcedor a comparecer e nos prestigiar, como no jogo contra o Corinthians. Só conseguimos aquela reação em razão da participação da torcida, que foi o diferencial”, argumentou o treinador, referindo-se ao jogo de quarta-feira, quando o alvinegro venceu o então líder do Nacional por 2 a 1, de virada. “Se tivermos que priorizar, logicamente será o Campeonato Brasileiro, em razão das dificuldades que estamos tendo nessa competição. É natural que todas as atenções tenham que estar voltadas para essa competição.”
O problema é que ele não tem muitas opções. Para a zaga, por exemplo, conta apenas com Lima, Werley e Cáceres, uma vez que Réver e Jairo Campos estão servindo às seleções do Brasil e Equador, respectivamente, e, mesmo que cheguem hoje, não deverão ser aproveitados. Como Werley é um dos atletas que mais atuaram na temporada, poderá ficar no banco. Já o lateral-esquerdo Leandro ainda está com a mão quebrada.
No meio-campo, o armador Ricardinho continua tratando de estiramento no músculo adutor da coxa esquerda. Os volantes Rafael Jataí e Fabiano também tratam contusões musculares.
Já no ataque, além de Tardelli, que está em fase final de recuperação de estiramento na parte posterior da coxa esquerda, ele perdeu Daniel Carvalho, que contundiu o pulso esquerdo na capital gaúcha e já está vetado pelos médicos – ele será reavaliado hoje e, dependendo, poderá ser liberado para encarar o Avaí. “Foi colocada uma tala para conter o inchaço e vamos reavaliá-lo. Se não for necessário gessar, ele treinará e poderá jogar normalmente no fim de semana”, afirmou o médico Otaviano Oliveira Júnior, que descarta, em princípio, fratura ou lesão ligamentar, o que exigiria cirurgia.
EXPERIÊNCIA Por outro lado, o armador Diego Souza, que cumpriu suspensão contra o Colorado, está liberado, assim como o lateral-esquerdo Fernandinho. Já o volante Edison Méndez está recuperado de estiramento no músculo adutor da coxa direita, sofrido no jogo com o Atlético-PR, em 15 de setembro.
Atual campeão da Sul-Americana com a LDU, do Equador, o jogador poderá ser de grande valia para o Galo, independente da escalação escolhida por Dorival. “Graças a Deus estou recuperado e à disposição tanto para os jogos que faltam no Brasileiro quanto na Sul-Americana. Claro que a sequência de jogos vem sendo desgastante, mas nessa hora não há cansaço. Temos de encarar com seriedade as duas competições”, afirmou o equatoriano.
Com poucas opções, o treinador atleticano poderá lançar mão de muitos jovens, como fez diante do Inter, quando a equipe começou com nada menos que seis atletas formados na base: o goleiro Renan Ribeiro, os zagueiros Lima e Werley, o lateral-esquerdo Eron, o volante Serginho e o armador Renan Oliveira. Para completar, ainda colocou em campo, durante a partida, os jovens Jackson e Nikão.
líder
Fundado em 28 de fevereiro de 1941, em Bogotá, o Club Independiente Santa Fé atualmente se chama Santa Fé Corporación Deportiva. A equipe foi o primeiro campeão de seu país, em 1948, e hoje lidera o Campeonato Colombiano, com 27 pontos, um a mais que o Tolima, quando já foram disputadas 13 rodadas. Foram oito vitórias, três empates e duas derrotas, a última delas sábado, diante do Quíndio, sexto colocado, fora de casa, por 3 a 2, de virada. Para chegar às oitavas de final da Copa Sul-Americana, nas quais enfrentará o Atlético, o time colombiano passou pelo Caracas, vencendo por 2 a 1 em casa e arrancando empate sem gols na Venezuela. Na semana passada, o Independiente ganhou destaque internacional não pelos resultados em campo, mas por ter suas instalações inspecionadas pela polícia, que suspeita de ligação de seus dirigentes com o narcotráfico
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