quinta-feira, 3 de março de 2011

Preocupado com gols sofridos, Réver tem evitado ajudar ataque atleticano 26/02/2011 - 18h05


Réver está evitando subidas ao ataque para fortalecer defesa
Bernardo Lacerda
Em Vespasiano (MG)
Preocupado com o excesso de gols sofridos pelo Atlético-MG no começo da temporada, o zagueiro Réver destaca que vem abdicando de tentar jogadas ofensivas, característica que apresentou em 2010, para reforçar a atenção no sistema defensivo.
“Nos primeiros jogos tive oportunidades, mas acabei pecando na finalização, sei que esta cobrança vai ter, mas neste momento, pelo fato de o sistema defensivo estar sendo criticado temos primeiro que pensar em acabar com este erros e depois pensar em fazer gol lá na frente”, afirmou.
Réver é um zagueiro que se caracteriza por chegar ao ataque e fazer gols. “Claro que se tiver oportunidade vamos tentar fazer, mas a preocupação é lá atrás”, disse Réver, que marcou dois gols no Campeonato Brasileiro de 2010, contra o Atlético-GO e o rival Cruzeiro.
Ao todo, em quatro rodadas da edição 2011 do Campeonato Mineiro, foram sete gols sofridos. Logo na sua estreia no certame, a equipe atleticana foi vazada uma vez na derrota para o Funorte, por 2 a 1. No segundo jogo, vitória sobre o Tupi, por 4 a 1, o time levou mais um gol.
No clássico contra o Cruzeiro foram três gols sofridos, em novo triunfo, dessa vez, por 4 a 3. Na última rodada, depois de fazer 4 a 0 sobre o Guarani, em Divinópolis, o Atlético permitiu o adversário balançar duas vezes as suas redes.
Já diante do Iape na estreia da Copa do Brasil, na última quarta-feira, no Maranhão, a defesa atleticana voltou a apresentar problemas e foi vazada mais duas vezes, com gols marcados por Vanvan. Com isso, o time mineiro chegou à marca de nove gols sofridos em cinco jogos em 2011, quase dois por partida.
Para Réver os gols sofridos pelo time vêm acontecendo pela falta de atenção da defesa. “A gente está entrando, está facilitando, não é nem tanto erros individuais como aconteceu no ano passado, mas a gente tem de entrar um pouco mais ligado para que estas coisas não possam gerar duvidas para a imprensa e para pessoas de dentro do clube sobre jogador A ou B”, analisou.
Já o técnico Dorival Júnior minimizou o desequilíbrio defensivo do Atlético, mas reconheceu que o time ainda precisa evoluir. “Às vezes é uma preocupação que você busca analisar todos os detalhes, os mínimos detalhes, e algumas vezes te preocupa e em outros não”, comentou.
“Nesta última partida tomamos dois gols totalmente irregulares, em outras partidas tomamos gols pela capacidade do adversário, tem de ser levado em conta, é um início de preparação que alguns aspectos precisam ser trabalhados e corrigidos”, acrescentou.

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