
Para Dorival, cansaço atrapalhou
Treinador disse que time sentiu o desgaste, mas não tirou mérito do América
Vicente Ribeiro - Superesportes
Publicação:27/02/2011 19:40
Atualização:27/02/2011 20:54
O técnico Dorival Júnior elogiou o movimentado clássico entre Atlético e América, que terminou com a vitória do Coelho por 2 a 1, neste domingo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pelo Campeonato Mineiro. Apesar do resultado negativo, o primeiro do Galo este ano, o treinador destacou a vontade e a busca pelo triunfo por parte dos dois times. Mas admitiu que o Alvinegro sentiu um pouco os efeitos do desgaste com a viagem a São Luís, no Maranhão, onde bateu o Iape por 3 a 2, pela Copa do Brasil.
Dorival considera que a busca pelo ataque foi o grande destaque do clássico. Em função disso, ele encarou a derrota, que resultou na perda da liderança para o próprio América, com naturalidade. “Foi um jogo em que o América marcou muito bem. O jogo foi franco em alguns momentos, muito aberto, bem diferente da maioria das partidas que o Atlético disputou. Perdemos um pouco a nossa compactação, o que é um fato natural, normal. O América teve méritos para vencer, mas foi um jogo semelhante ao clássico contra o Cruzeiro, muito disputado e em que qualquer resultado teria sido natural e normal”, avaliou.
Para o treinador, depois de virar o placar, já no segundo tempo, o América teve mais tranquilidade e soube segurar a vantagem até o fim. “O América teve mais felicidades e foi um jogo bom, não tecnicamente, mas muito disputado e franco. Em determinados momentos, havia apenas dois compartimentos atuando, ataque contra defesa. Depois do segundo gol, o América se posicionou e defendeu bem e teve méritos para fazer o resultado”, observou o comandante, que citou o cansaço como um adversário a mais para o Galo.
Diante do pouco tempo de recuperação depois da longa viagem de volta a São Luís, no Maranhão, Dorival disse que o desgaste de alguns jogadores refletiram no clássico. Tanto que ele teve que fazer a primeira substituição já no intervalo, sacando Ricardinho, que sentiu os efeitos do forte calor em campo e do desgaste, para pôr em campo Jackson. “(O desgaste) Foi um fato normal. Sentimos alguns jogadores que não tinham aquela fluência natural de outros momentos. Não foi apenas o Ricardinho. Logicamente, pelo setor que ele trabalha e pela própria idade, envolve uma recuperação mais demorada”, explicou.
“Esse fato acabou tirando um pouco a dinâmica que o time vinha mantendo ao longo da temporada. Até porque nós perdemos um pouco da velocidade e da compactação. Não conseguimos acompanhar a saída de bola, perdemos a compactação e o jogo ficou muito franco. Pela primeira vez, eu tive que fazer uma alteração muito mais defensiva que ofensiva, algo que eu prefiro evitar. Mas era preciso recompor e a equipe se comportou um pouco melhor, em relação à marcação, no segundo tempo. Mas não o suficiente para ganharmos a partida”, enfatizou.
Segundo ele, o América se beneficiou por ter tido a semana inteira de preparação, enquanto o Galo teve um compromisso longe de casa. Mas Dorival não tirou os méritos do adversário pela vitória de virada. “O América ficou a semana inteira se preparando adequadamente. Tanto que levou vantagem em todas as jogadas que necessitam de um punch um pouco maior do atleta. É um desgaste inevitável, não dá para recuperar em um curto espaço de tempo. Mas não quer dizer que isso foi o diferencial do jogo, não podemos tirar o brilho da vitória do América”, comentou.
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