
Daniel Carvalho, que defendeu o CSKA Moscou, diz que Tardelli tem de aceitar proposta, se ela for boa
Gustavo Andrade
Em Belo Horizonte
Companheiro de Diego Tardelli no Atlético-MG, Daniel Carvalho defendeu o CSKA Moscou por cinco temporadas. Ao comentar sobre a possibilidade de o camisa 9 atleticano se transferir para o futebol russo, o meia-atacante foi enfático ao apoiar a ida do companheiro para o Anzhi Makhachkala.
“Às vezes, jogador, se vai para fora, o julgam como mercenário. Não vejo assim. Se for uma proposta boa para o jogador e para o clube, financeiramente, o jogador tem de sair. Na época que recebi a proposta da Rússia, eu até brinquei que não queria virar pinguim e fiquei cinco anos da minha vida lá. Por coincidência quem sugeriu para eu ir embora foi o Paulo Paixão (preparador físico com passagem pela seleção brasileira), que depois acabou trabalhando comigo na Rússia também”, observou.
Daniel Carvalho ressaltou que os jogadores de futebol têm carreiras mais curtas. “Para jogador, todo mundo sabe que a carreira é curta. Daqui a sete ou oito anos, a carreira do Tardelli acabou, a minha acabou. Se for uma proposta boa para o Tardelli, ele tem de ir. Claro que tem de ser boa para o Tardelli e para o clube. Quando se aposentar, ele não tem mais o salário do Atlético. Acho que ele está fazendo bem. Se for bom para ele e para o clube, tem de sair”, comentou.
Enquanto aguarda uma definição da transferência de Tardelli, o meia-atacante acredita que o Atlético poderá usar o dinheiro recebido na negociação para contratar outro atacante. “De repente, com esse dinheiro que o clube receba, possa contratar jogador do nível do Tardelli”, observou.
Liberado pelo Atlético, Diego Tardelli foi à Rússia para acertar o contrato com o Anzhi, que recentemente contratou o lateral-esquerdo Roberto Carlos e o volante Jucilei. Ambos defendiam o Corinthians. O clube mineiro, que detém 62,5% dos diretos econômicos do atacante, aceitou proposta dos russos de 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 11,5 milhões).
Tardelli tem duas passagens pelo futebol europeu em sua carreira. Em 2006, o atacante defendeu o Betis, da Espanha, mas não conseguiu se adaptar e retornou ao futebol brasileiro para defender o São Caetano. Porém, no mesmo ano, o jogador então com 21 anos voltou à Europa para defender o PSV e permaneceu na Holanda até 2007.
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