Kleber passou pelo Atlético sem sucesso e encontrou espaço no Marítimo e no Porto
Gazeta Press
Publicação:23/09/2011 08:50
O futebol é feito de oportunidades mesmo aos nomes que demonstram qualidades no início de carreira. Surpresa da convocação da Seleção Brasileira na manhã desta quinta-feira, o atacante Kleber, de 21 anos, não conseguiu espaço no próprio país, até por isso é pouco conhecido pelos torcedores, mas encontrou o reconhecimento na Europa. Atualmente, é visto como um nome de potencial no Velho Continente por defender o Porto, de Portugal.
No Brasil, o capixaba Kleber chegou às categorias de base do Atlético aos 16 anos. Indicado por olheiros ligados ao clube, precisou fazer apenas um teste para ser aprovado. O jogador apresentou boa evolução nas equipes sub-17 e sub-20 do Galo e chegou a ser testado no grupo principal pelo técnico Emerson Leão, em 2009. Como não alcançou o desempenho aguardado, acabou incluído em uma parceria do time mineiro com o Marítimo, de Portugal. As atuações no exterior marcaram o início da virada na carreira.
"Vários jogadores do clube foram mandados para o Marítimo, o Tchô, o Rafael Miranda, e o Kleber estava nesse grupo. Primeiro, passou pelo time B do Marítimo. Em seguida, foi à equipe principal, fez gols importantes na Uefa e virou artilheiro", comenta André Figueiredo, coordenador das categorias de base do Atlético.
Na capital mineira, há o sentimento de que o experiente Emerson Leão não aproveitou Kleber da forma correta, com a paciência necessária para um garoto em início de caminhada profissional. "Ele era imaturo quando subiu, foi utilizado em poucos jogos e logo voltou para a equipe de juniores. Aí depois houve aquele sentimento normal de frustração", salienta André Figueiredo.
Econômico nas palavras, Leão apresentou a justificativa de que a necessidade do Atlético naquela ocasião o obrigou a apostar em nomes ainda em formação. "A realidade é uma só: tínhamos garotos que precisavam ser olhados, às vezes as pessoas não têm coragem nem para chamar o jovem a um treino. Na época, ele demonstrou condições, mas faltou uma sequência", recorda.
Dono de um porte físico respeitável, com 1,88m e 81 quilos, Kleber chamou a atenção do Porto após duas temporadas pelo Marítimo, mesmo sem figurar entre os principais artilheiros de Portugal. Na transferência, o Atlético lucrou R$ 5,5 milhões por ter 50% dos direitos federativos. No início da temporada 2011/2012, o atacante apresenta o retrospecto de dois gols em cinco partidas oficiais e carrega a missão de suceder o badalado Falcao Garcia, negociado recentemente com o Atlético de Madri, da Espanha, por mais de R$ 90 milhões.
Kleber: opção para jogo aéreo da Seleção
Por ter acompanhado toda a evolução de Kleber na base do Atlético, André Figueiredo não se surpreende com o sucesso meteórico do atacante na Europa. O funcionário das categorias de base do Alvinegro elogia a personalidade do atleta. "Desde que chegou a Belo Horizonte, o Kleber sempre se mostrou um menino tranquilo, não era nem muito extrovertido, nem tímido. Mas se apresentava maduro para a idade. Se ficou na Europa é porque tem um bom perfil", reconhece.
Na Seleção Brasileira, Kleber aproveitou as contusões de peças importantes - Alexandre Pato, Leandro Damião e Robinho - e estará ao lado de grandes atacantes do país, como Neymar e Ronaldinho Gaúcho. Na luta contra os medalhões, a versatilidade em campo pode fazer a diferença em favor da nova opção de Mano Menezes.
"Ele é um atacante destro, chuta bem e também pode cabecear com qualidade. Apesar do tamanho, a sua agilidade chama muito a atenção. O Kleber não fica apenas dentro da área, tem mobilidade e pode cair pelos lados do campo", descreve André Figueiredo.
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