quinta-feira, 7 de julho de 2011

'Substituição relâmpago' contra o Inter leva o jovem Wendel às lágrimas


Wendel deixa o campo depois de participar de apenas 14min do segundo tempo
Vicente Ribeiro - Superesportes
Publicação:01/07/2011 00:20
Atualização:01/07/2011 00:29
O armador Wendel viveu uma situação desagradável para qualquer jogador, na goleada sofrida diante do Internacional, por 4 a 0, nesta quinta-feira, na Arena do Jacaré, pelo Campeonato Brasileiro. Lançado no segundo tempo pelo técnico Dorival Júnior, ele foi substituído com 14min de partida na etapa complementar, cedendo vaga a Mancini, logo depois do segundo gol dos gaúchos.
A entrada de Wendel na vaga de Dudu Cearense foi a alteração de Dorival Júnior logo depois do intervalo. O ex-júnior ainda desperdiçou ótima chance de marcar o primeiro gol do Atlético, mas não jogou nem 15min. Mostrando desequilíbrio em campo, o Galo levou dois gols do Internacional e o jovem armador acabou sendo substituído por Mancini, aos 14. Depois da partida, ele não escondeu o abatimento pela situação.
Wendel admitiu que não conseguiu segurar as lágrimas e acabou chorando depois de ter sido substituído. Mas ele procurou encarar a situação com naturalidade, sem desrespeitar a decisão do comandante. “Fiquei muito triste. Foi opção dele, tenho que acatar”, disse. “Cheguei (a chorar), não é vergonha assumir. Fiquei muito triste. É levantar a cabeça. Acontece e serei guerreiro, não vou deixar isso me abater”, acrescentou.
Visivelmente contrariado ao deixar o campo, ele garantiu não ter se dirigido ao treinador com ofensas ou palavras mais fortes. “Eu me xinguei. Se vocês ouviram alguma coisa, eu me xinguei de raiva, porque, se estava dentro de campo, poderia ter dado mais. Entendo que foi por causa disso que ele me tirou”, enfatizou.
O jovem armador disse ainda não ter sido procurado pelo técnico para uma conversa, depois da partida. “Ele nem conversa. Todo jogo é assim, ganhando ou perdendo, ele não fala nada. São os jogadores que falam na roda de oração. Vamos esperar lá no CT para ver se ele vai conversar comigo”, frisou o prata da casa, sem esconder o constrangimento.
Profissionalismo
O treinador, por sua vez, encarou o fato como algo normal no futebol. E disse que Wendel saiu porque não cumpriu o que lhe fora pedido. “Isso é um fato normal na vida de qualquer atleta. Eu já tive um momento como esse e nem por isso encerrei minha carreira. O jogador aqui tem de ser tratado profissionalmente. Ele entrou, não cumpriu, sai. Eu tenho que olhar o clube, não tenho que olhar cada jogador. Ele sabe que confio nele. Não é o fim do mundo”, explicou.

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