
Dorival não entregou o cargo
Rodrigo Fonseca - Superesportes
Publicação:01/07/2011 00:14
Atualização:01/07/2011 00:36
A goleada em casa, por 4 a 0, para o Internacional, depois de perder na rodada passada por 4 a 1 para o Flamengo, fez Dorival Júnior viver seu pior momento na relação com o torcedor do Atlético, desde que assumiu o time, em setembro do ano passado. No banco de reservas, ao mesmo tempo em que via a equipe ser goleada, Dorival ouvia os pedidos para sua demissão.
A pressão não intimida o treinador, que garante que não irá entregar o cargo. “Nunca entreguei meu cargo. Jamais faria isso. Enfrento toda e qualquer situação. No ano passado, era bem pior e aceitei o desafio”, disse. “Tenho contrato até 31 de dezembro. Sempre cumpri meus compromissos e sempre atingi meus objetivos”, reforçou.
Segundo Dorival, apenas o presidente Alexandre Kalil pode tirá-lo do comando da equipe: “Minha situação quem define é o presidente. Estamos desenvolvendo um trabalho, logicamente com dois resultados horríveis. Mas coloco que toda a responsabilidade é minha. A direção tem dado todo o respaldo possível. Acredito no trabalho e não tenho dúvida que recuperaremos. Mas temos que mudar e rapidamente”, disse.
O treinador acredita que a maior parte da torcida do Galo segue apoiando seu trabalho: “Meia dúzia (que pede sua saída). A grande maioria entende. É um fato normal na nossa vida. Quem não convive com pressão, não pode dirigir time grande. Vou enfrentar até o momento em que o presidente achar conveniente”, disse. “É uma situação desconfortável, profissionalmente, talvez, o pior momento da minha carreira. Mas tenho que enfrentar.”
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