
Luiz Carlos Marins defendeu o América entre 1990 e 1996
Rodrigo Fonseca - Superesportes
Publicação:20/07/2011 08:02
Atualização:19/07/2011 20:16
A contratação de André pelo Atlético foi festejada em especial por Luiz Carlos Marins. Zagueiro do América entre 1990 e 1996, Marins é irmão de Lenílson, pai do atacante. Quinze anos depois de deixar o Coelho, o tio vê o sobrinho realizar um sonho da época em que ainda batalhava pelos gramados: defender o Galo.
“Eu, particularmente, estou feliz por ele voltar ao Brasil, especialmente ao Atlético, clube que tenho um carinho muito grande. Eu não consegui jogar pelo Atlético, mas o meu sobrinho vai realizar esse sonho. Vai ser importante para a carreira dele até mesmo para conquistar uma chance na Seleção. Eu espero que ele repita no Atlético o sucesso que ele teve no Santos”, disse Luiz Carlos Marins, em entrevista ao Superesportes.
O ex-zagueiro, que defendeu o América em 273 partidas - é o oitavo jogador que mais vezes vestiu a camisa do Coelho -, revelou inclusive que, na disputa entre Atlético e Flamengo por André, qualquer desfecho seria festejado:
“Se fosse o Flamengo, eu também ficaria muito feliz, pois sou flamenguista. Mas no Atlético estou muito contente, porque ele vai realizar um antigo sonho que eu tinha. Além disso, conheço muito bem Belo Horizonte e tenho vontade de voltar. Agora vai facilitar o meu retorno com a presença dele aí”, disse.
Conselhos
Luiz Carlos Marins já deu dicas ao pai de André, também ex-jogador, sobre onde o filho deveria morar na capital mineira: “Comentei muito com o meu irmão como era Belo Horizonte, indicando regiões para morar. Mas isso foi numa fase inicial da negociação, estava ainda naquele impasse com Atlético e Flamengo”.
Aos 49 anos, Marins, que mora em Cabo Frio, vai reforçar os conselhos ao sobrinho de apenas 20 anos sobre a vida do atleta fora de campo: “Eu o aconselho a ter cabeça, pois Belo Horizonte tem uma vida noturna intensa como Rio e São Paulo. É preciso ter cuidado, pois a gente tem experiências ruins, como foram os casos do Claudinei e William Morais (ex-jogadores do América assassinados em Belo Horizonte). Eu o aconselho muito a se dedicar como profissional e não exagerar, saber curtir com equilíbrio, pois a carreira de jogador é muito curta, tem de se dedicar aos treinamentos. Ele é uma pessoa muito boa e aceita as orientações da família”.
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