quinta-feira, 7 de julho de 2011

De quatro em quatro...

Depois da derrota para o Flamengo, time volta a mostrar futebol apático e não opõe resistência ao Inter, que goleia em Sete Lagoas. Colorado mantém tabu de nove anos
Depois da derrota para o Flamengo, time volta a mostrar futebol apático e não opõe resistência ao Inter, que goleia em Sete Lagoas. Colorado mantém tabu de nove anos
Ludymilla Sá - Estado de Minas
Publicação:01/07/2011 07:00
Foi um verdadeiro vexame, um pesadelo. Jogando em casa, o Atlético, que vinha dos 4 a 1 diante do Flamengo, sábado, depois de abrir o placar no Engenhão, não suportou a pressão do Internacional e acabou goleada novamente, desta vez por 4 a 0, em plena Arena do Jacaré – os gaúchos mantêm nove anos de invencibilidade na competição. Oito gols em dois jogos, muita dor de cabeça e a tentativa de explicar o inexplicável.
Mais uma vez, o técnico Dorival Júnior, que durante o jogo manifestava a decepção, com as mãos no queixo, assumiu a culpa pela fracasso, destacando o empenho da diretoria. Ele confia na reação atleticana, mas não convence a massa, que já pede a cabeça do treinador. Agora, diante de tanta desconfiança, resta a dúvida de como será o comportamento do alvinegro na oitava rodada do Brasileiro, diante do Ceará, quarta-feira, em Fortaleza. O presidente Alexandre Kalil garantiu que não haverá mudanças na comissão técnica e prometeu se reunir hoje com a diretoria para discutir a má fase.
Com um meio-campo mais compacto, a esperança dos melhores contra-ataques atleticanos estava nos pés do armador Daniel Carvalho. O ex-colorado até tentou comandar as ações, mas não conseguiu romper o bloqueio do time gaúcho, visivelmente disposto a explorar o erro alvinegro. Guiñazu não deu trégua ao armador, que sem espaços, arriscava lançamentos de longe, apesar de Guilherme ter permanecido a maior parte do primeiro tempo isolado na área.
As melhores chances do Galo, aliás, foram do atacante. Em uma, errou a pontaria. Na segunda, Bolivar tirou com a ponta da chuteira. Por último, ele recebeu de Daniel Carvalho, mas chutou mascado para fácil defesa de Muriel. Não bastasse a marcação cerrada do adversário, quando havia espaços, o armador, com vontade excessiva, errava. Pouco objetivo na etapa inicial, o time de Dorival Júnior já era vaiado quando saía para o vestiário.
O dia parecia não ser mesmo de Daniel Carvalho. Na volta do intervalo, logo no começo da etapa complementar, o armador sofreu falta na entrada da área. Era a esperança de gol. Especialista em cobrança de faltas, chutou no travessão, a bola sobrou para Wendel, que entrara no lugar do volante Dudu Cearense, mas o armador concluiu para fora, desesperando a torcida.
Como bem dizem os boleiros, a bola pune. O Galo não conseguiu fazer e levou logo quatro numa etapa completamente distinta da anterior. Se o Colorado não se intimidou, o alvinegro se perdeu. Foi presa fácil e saiu de campo vaiado ainda mais pela massa. A intranquilidade podia ser vista em vários lances: na saída de Wendel depois de apenas 16 minutos em campo (o jogador chorou no vestiário à espera de explicação), ou na expulsão de Guilherme Santos, que deixou o gramado dirigindo palavrões e mostrando as partes íntimas à torcida. Nem mesmo jogadores queridos dos torcedores alvinegros, como Renan Ribeiro, escaparam das vaias.
PUNIÇÃO Julgado, ontem, pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, foi suspenso por 20 dias, por causa de incidentes ocorridos com a arbitragem da partida contra o Prudente pela Copa do Brasil. Já o técnico Dorival Júnior, o diretor de futebol Eduardo Maluf, o supervisor Carlos Alberto Isidoro e o massagista Belmiro de Oliveira foram advertidos. O clube, julgado por deixar de prevenir e reprimir desordem, foi absolvido.

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