quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bueno aciona Galo na Justiça: pleiteia rescisão e, no mínimo, R$ 600 mil


O atacante marcou seu último gol com a camisa do Galo no jogo contra a Caldense, pelo Mineiro

Ricardo Bueno alega sofrer assédio moral desde que se recusou a ir para o Atlético-PR
Daniela Mineiro - Superesportes
Rodrigo Fonseca - Superesportes
Publicação:20/07/2011 22:40
Atualização:20/07/2011 23:13
Fora dos planos do Atlético desde as partidas finais do Campeonato Mineiro, Ricardo Bueno acionou o clube na Justiça do Trabalho. O atacante pleiteia a rescisão indireta do contrato e verbas trabalhistas que ultrapassam R$ 600 mil, além de indenização por danos morais. O pedido de tutela antecipada, que garantiria a possibilidade de Bueno firmar contrato com outro clube, foi indeferido pelo juiz pelo menos até a apresentação da defesa do Atlético.
Na ação, Ricardo Bueno alega que vem sendo excluído dos treinamentos com o grupo profissional. Segundo a petição inicial do jogador, o diretor de futebol Eduardo Maluf “chegou a ordenar que o mesmo sequer treinasse com bola e chegou ao cúmulo de determinar sua retirada do campo quando o mesmo treinava cabeceios sozinho com um treinador de goleiros!!!”.
O jogador diz também ser alvo de perseguição no clube, agravada depois de não aceitar seu empréstimo para o Atlético-PR.
Esses fatos, no entendimento do jogador, sustentam o pedido de assédio moral: “Tem tirado noites de sono do atleta e acaba por contaminar o bem estar de toda a família, que sofre junto com o obreiro ao vê-lo nesta situação, que dia após dia o prejudica mentalmente e fisicamente, pois a capacidade esportiva do mesmo cai pela falta de treinamentos específicos que o esporte de alto rendimento exige ”, descreve a petição.
Além disso, Ricardo Bueno reclama que vem “sofrendo com recebimento parcial dos salários”. Na ação, está escrito que o jogador acertou com o clube salário inicial de R$ 30 mil por mês e, ao completar 10 jogos como titular, deveria passar a receber R$ 50 mil. Segundo a petição, a marca de 10 partidas como titular foi alcançada dia 20 de março deste ano, contra o Villa Nova. Desde então, o atleta garante não ter recebido a promoção.
Como não estaria recebendo o salário integral há quatro meses, além de alegar incorreção no depósito do FGTS, Ricardo Bueno entrou com a reclamação trabalhista pedindo rescisão indireta do contrato. A primeira audiência está marcada para 19 de agosto.
Poderio financeiro
Na petição, os valores pedidos para indenização são assim justificados: "(...) a Reclamada tem poderio financeiro, recebe altas rendas e valores de televisão, patrocínios e transações internacionais, o Reclamante tem um bom contrato de trabalho e não é qualquer indenização que afagará os danos morais já sofridos".
Bueno está no Atlético desde maio do ano passado. Chegou credenciado pela artilharia do Campeonato Paulista, pelo Oeste de Itápolis, mas não vingou no Galo. Em 35 jogos, o atacante balançou as redes apenas seis vezes. Alvo de críticas por parte da torcida, Bueno acabou perdendo espaço no time e foi colocado para treinar em separado, enquanto não define seu destino.

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