Passados os maus momentos, como a eliminação da Copa do Brasil, Galo vai se arrumando e a antes criticada defesa começa a sobressair
Paulo Galvão - Estado de Minas
Publicação:14/04/2011 07:00
O Atlético está longe de ser o time dos sonhos dos torcedores, até porque ainda está em fase de remontagem e alguns de seus atletas ainda não têm condições de jogo. Mas, aos poucos, o técnico Dorival Júnior começa a solucionar os problemas, deixando a torcida esperançosa, especialmente, porque se aproximam as semifinais e finais do Campeonato Mineiro, disputadas no sistema mata-mata, no qual qualquer erro é fatal.
O primeiro setor arrumado foi a defesa. Depois de passar 13 jogos seguidos sendo vazada, a retaguarda alvinegra finalmente conseguiu sair ilesa diante do Prudente, pela segunda fase da Copa do Brasil. E repetiu a dose diante da Caldense, mostrando evolução.
Os jogadores da zaga comemoram, mas sabem que é preciso continuar evoluindo. “É natural que a equipe saia de alguns jogos sem levar gol. Acho que demorou para acontecer. Mas não é mérito de quem vem jogando agora. Se fosse com os que estavam atuando antes também iria ocorrer. E não é só o setor defensivo que não leva o gol. A marcação começa no ataque”, argumenta o zagueiro Réver, que desde a temporada passada tinha Werley como companheiro, mas que nas últimas seis partidas divide a responsabilidade com Leonardo Silva. “Estamos contentes, mas sabemos que não podemos ficar nesses dois jogos. Queremos mais alguns jogos sem levar gol. Se ocorrer, pela nossa qualidade no ataque, é muito provável que conquistemos as vitórias.”
Ele parece ter razão. Afinal, o Galo só deixou de balançar a rede adversária uma única vez na temporada, justamente diante do Prudente. São 38 gols marcados em 15 jogos – incluindo o amistoso com o River Plate-URU –, ou 2,53 por jogo, em média. Já a defesa sofreu, nas 13 primeiras partidas na temporada, 20 gols, média de 1,53, tornando a vida da equipe mais difícil mesmo quando marcou muitos gols, como no clássico com o Cruzeiro (vitória por 4 a 3) ou diante do Iape (3 a 2).
Outra posição em que Dorival Júnior parece ter encontrado a solução é a lateral esquerda. Guilherme Santos, que ganhou o lugar de Leandro, cresce a cada jogo. “Quando fui contratado, sabia que havia dois jogadores (Leandro e Eron) para a vaga. Trabalhei o máximo possível e, felizmente, apareceu a chance. Espero continuar merecendo a confiança, mas sei que os outros, se entrarem, também vão fazer o possível para não sair”, disse o jogador, revelado pelo Vasco e com passagens por Almería e Valladolid, ambos da Espanha.
Preocupação A lateral direita ainda esquenta a cabeça do treinador.
Depois de dar chances a Rafael Cruz, nos treinos de ontem ele testou o armador Bernard, de 18 anos. Na segunda parte das atividades, tanto pela manhã quanto à tarde, ele foi substituído por Patric, contratado este ano, mas que ainda não se firmou.
No meio-campo, que ainda deverá sofre muitas mudanças, Daniel Carvalho treinou como titular e pode começar jogando pela primeira vez na temporada domingo, contra o América-TO, pela última rodada da primeira fase do Campeonato Mineiro.
Recuperado de estiramento na coxa esquerda, o atacante Wesley iniciou o recondicionamento físico. Já o armador Renan Oliveira, que desfalcou a equipe em Poços de Caldas em razão de fadiga muscular, realizou trabalho físico à parte.
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