sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Suspiro de Alívio

Mesmo sem fazer uma grande apresentação, Galo vence o Goiás, por 3 a 1, resultado que tranquiliza um pouco o ambiente para o último jogo do turno, domingo contra São Paulo


Estado de Minas
Publicação:02/09/2010 07:00

O Atlético precisou de quase um turno inteiro para conseguir a primeira vitória fora de casa. E de certa forma heroica, considerando a atuação diante do Goiás, no Estádio Serra Dourada. O Galo superou suas deficiências e derrotou o time esmeraldino, lanterna do Campeonato Brasileiro, por 3 a 1, de virada, com dois pênaltis convertidos pelo atacante Obina, um no primeiro e outro no segundo tempo. O armador Diego Souza também marcou. A situação ainda é delicada, pois o alvinegro segue na zona de rebaixamento. Agora, terá a chance de jogar mais tranquilo, domingo, contra o São Paulo, às 18h30, no Ipatingão, encerrando a primeira parte da competição.
Não foi um jogo primoroso, mas de muita disputa. O que era de se esperar pela necessidade dos dois times na competição. Para o Atlético, não poderia ter sido um início pior. Sem nenhuma jogada de efeito, completamente desorganizado e nervoso, errou passes em excesso e levou o gol logo nos primeiros minutos. A defesa esmeraldina afastou o perigo com um chutão, que, na sorte, acabou nos pés de Everton Santos. O jogador ganhou de Rafael Cruz na corrida, invadiu a área e foi derrubado pelo lateral. Na cobrança, o ex-cruzeirense Bernardo cobrou com categoria no canto direito do gol de Fábio Costa e abriu o placar.
Com moral, os donos da casa exploraram a inexperiência do jovem Eron e sobrecarregaram o lateral-esquerdo atleticano. Chegaram fácil ao ataque pelo lado direito e deram um sufoco na zaga mineira. Na verdade, tiveram mais chances de ampliar em razão das fraquezas do Galo, sobretudo no meio-campo, do que por méritos. O goleiro Harlei não passava de um mero espectador, bem diferente de Fábio Costa, instável até então.
Bernardo teve nova chance em cobrança de falta. O goleiro atleticano cortou mal, a bola sobrou para Everton Santos, que tentou o chute, mas a defesa afastou pela linha de fundo. Minutos depois, Wendel fez boa jogada pela esquerda, cortou para o meio e chutou de fora da área. A bola explodiu na trave, bateu nas costas de Fábio Costa e saiu pela linha de fundo.
Tudo parecia conspirar contra o Galo, até Obina provocar um pênalti. Neto Berola cruzou a bola da direita, o atacante dominou na área e partiu para cima da marcação. Acabou derrubado por Wellington Monteiro e, com precisão, mandou no ângulo direito de Harlei. Depois do gol, o Galo melhorou significativamente. Criou boas chances e ainda perdeu dois gols no fim da primeira etapa, outra vez com Obina e a última com Berola.
Bela virada
O time de Vanderlei Luxemburgo voltou melhor no segundo tempo. Com a entrada de Ricardinho no lugar de Jackson, conseguiu mais organização no meio-campo e soube esperar o momento certo de contra-atacar. Teve chances importantes. Numa delas, Diego Macedo lançou na área, Fabiano subiu livre, mas cabeceou mal e desperdiçou. Depois, Obina chutou forte, de longe, sobre Harlei, e Neto Berola, depois de receber lançamento da direita, invadiu a área e chutou por cima do gol.
O atacante, cansado, pediu para sair. Foi, então, substituído por Diego Souza que, em seu primeiro contra-ataque, virou o jogo. Ele recebeu um lançamento preciso de Ricardinho na área e, com categoria, mandou para o fundo das redes. Pouco depois, Obina sofreu outra falta dentro da área, desta vez de Harlei, e converteu o pênalti para definir o primeiro triunfo atleticano, fora de seus domínios na temporada, para alívio de seus torcedores.

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