MUNDIAL DE CLUBES
Galo e torcida: da 'dor' ao sonho de ser o melhor time do mundo, analisa Cuca
Treinador ressalta pacto com jogadores após goleada para arquirrival em 2011
Publicação:
14/12/2013 08:02
Atualização:
13/12/2013 19:39
Rodrigo Fonseca
Enviado especial ao Marrocos
Milhares de atleticanos no aeroporto numa manhã de segunda-feira, e debaixo de chuva. Imagem que está marcada na memória de jogadores e torcedores. Era o embarque do Galo rumo ao sonho de ser campeão do mundo no Marrocos.
Para que essa “lua de mel” acontecesse, um começo conturbado de relação precisou ser superado. “Foi na dor. Não foi no amor natural que surgiu”, lembra Cuca.
Assim que assumiu o Atlético, o treinador teve de encarar o desafio de salvar o clube do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Com uma reação heroica, a equipe escapou na penúltima rodada. No jogo final, um relaxamento provocou a “dor”. O Galo, que podia rebaixar o arquirrival, foi goleado por 6 a 1 pelo Cruzeiro.
O que podia ser o fim de uma era, tornou-se a chegada de um novo Atlético. “Quando a gente chegou, estávamos com chance grande de cair. Escapamos, mas tomamos de 6 a 1. Ali, parece que o mundo acabou. Reiniciamos o ano cobrados, faixas viradas, torcedores de costas para o campo. Não é fácil aguentar, mas fizemos um pacto que nossa história ia mudar. Aquilo seria um marco.”
E foi. Desde então o time conquistou o bicampeonato estadual e foi vice-campeão brasileiro, abrindo caminho para a conquista mais importante do clube: a Copa Libertadores. O sonho agora é o Mundial. A estreia será na quarta-feira que vem, contra Monterrey, do México, ou Raja Casablanca, do Marrocos.
“De lá (goleada) para cá, sempre jogamos com muita vontade de vencer os jogos. Temos 70 e tantas partidas com uma derrota em casa. Aquele episódio mudou a trajetória do Atlético. De uma tragédia fizemos um marco positivo”, diz Cuca.
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