sexta-feira, 30 de julho de 2010

Retaguarda ineficaz

Diretoria e comissão técnica já fizeram de tudo para tentar melhorar sistema defensivo do Galo, mas setor não funciona e a equipe amarga o penúltimo lugar na classificação

Paulo Galvão - Estado de Minas

Publicação:

23/07/2010 07:00

Com um sistema defensivo frágil, que sofreu gols em todos os jogos do Campeonato Brasileiro, o Atlético busca entender o que está ocorrendo com sua retaguarda. Os zagueiros são fracos? Os goleiros falham? O meio-campo não dá a proteção necessária? Os laterais avançam quando deveriam guardar posição? São muitas as teorias, mas o certo é que é preciso encontrar uma solução para o problema. Afinal, são 21 gols sofridos em 10 jogos, média de 2,1 por partida, que ajuda a explicar o porquê de a equipe estar na penúltima colocação.
O técnico Vanderlei Luxemburgo testou várias formações, escalando a equipe no 4-4-2, no 3-5-2 e até no 4-3-3, sem que o Galo conseguisse deixar o campo sem ter sua meta vazada. Também alterou peças na zaga, na qual tiveram chances Werley, Jairo Campos, Cáceres, Lima e até Benítez, que já deixou o clube.
No gol, Aranha e Marcelo tiveram chances no Brasileiro, mas falharam, algumas vezes de forma infantil, e o titular desde a retomada da competição tem sido Fábio Costa, contratado durante a pausa para a disputa da Copa do Mundo da África do Sul. Porém, o ex-santista também cometeu seus equívocos nos três jogos que disputou, o último deles na derrota por 2 a 1 para o Internacional, na noite de quarta-feira, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
No primeiro gol colorado, precipitou-se ao ver Alecsandro buscando espaço para o arremate. No segundo, tentou cortar com pé passe por elevação de Guiñazú para o mesmo Alecsandro, quando poderia ter ido com a mão. O preparador de goleiros do Atlético, Eduardo Bahia, porém, considera infundadas as críticas. “Os gols foram normais. Conheço o Alecsandro há bastante tempo, trabalhamos juntos no Vitória, sei que ele é muito rápido e eficiente. No segundo gol, podem falar que o Fábio Costa deveria ter ido com a mão ou com o pé, mas isso não faz diferença, o que fez diferença foi a velocidade do Alecsandro”, argumentou.
Independentemente do jogo de quarta-feira, a verdade é que ninguém conseguiu se firmar como goleiro do Galo desde que Diego deixou o clube, em meados de 2007. Desde então, fracassaram na tentativa Édson, Juninho, Bruno, Carini e os já citados Aranha e Marcelo.
Eduardo Bahia considera que chegou ao clube, junto com Luxemburgo, para pôr um fim nesse rodízio. Em sua avaliação, o trabalho já deu resultados, pois a equipe conquistou o título mineiro deste ano com Aranha fazendo “belíssimas atuações”. “O Atlético é um clube grande e, como tal, tem de ter uma referência no gol. Por isso o Fábio Costa foi contratado. Não que o Aranha não seja, mas o Fábio Costa tem ajudado muito na execução do planejamento que fizemos para o Renan Ribeiro, para que ele amadurecesse profissionalmente”, afirmou o treinador de goleiros, referindo-se ao jovem de 20 anos, revelado pelas categorias de base do Galo, com passagem em seleções brasileiras de base.
Pelo que fez antes de se tornar profissional e, principalmente, pelas falhas dos outros goleiros, muitos torcedores consideram que já passou da hora de a revelação atleticana ter uma chance como titular. Para Eduardo Bahia, porém, o momento ainda não chegou. “Todo jovem que passou na minha mão deu certo porque conseguimos ver qual o estágio emocional do atleta. Foi o caso do Dida, do próprio Fábio Costa. O Renan Ribeiro vem mostrando evolução muito grande no aspecto emocional, mas precisa de tempo. Ele é um talento e não tenho dúvida que será ídolo do Atlético, só não sabemos quando.”
TRÊS DESFALQUES Ontem à tarde, a delegação atleticana embarcou para Florianópolis, onde enfrenta o Avaí, amanhã, às 18h30. A novidade foi a presença do atacante Daniel Carvalho, já com situação regularizada. Por outro lado, o lateral-esquerdo Leandro, com tendinite na coxa esquerda; o atacante Ricardo Bueno, com fisgada na coxa esquerda; e o volante Zé Luís, com dores musculares, estão fora do jogo.

Nenhum comentário: