quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Três pontos em oito minutos de André

Com gol do jovem estreante no segundo tempo, Galo se recupera com triunfo em cima do Fluminense, no Vale do Aço, e, aliviado, inicia hoje a preparação para pegar o Palmeiras
Ludymilla Sá - Estado de Minas
Publicação:28/07/2011 07:00
Atualização:28/07/2011 09:51
Ele teve a contratação questionada. Afinal, não marcava gols há 13 meses. Convocado às pressas pelo técnico Dorival Júnior, segunda-feira, o atacante André fez jus ao chamado e precisou de apenas 8 minutos para assegurar o triunfo do Atlético sobre o Fluminense, por 1 a 0, ontem à noite, no Ipatingão, pondo fim ao jejum. O ex-menino da Vila, que entrou no segundo tempo no lugar de Jonatas Obina, aproveitou lançamento de Magno Alves da direita e cabeceou para as redes, sem chances de defesa para Diego Cavalieri .
Foi um gol para tirar o peso das próprias costas, segundo afirmou o jogador, feliz por ter outra vez o nome gritado pela torcida. “Tirou o peso das costas do time também. Estamos unidos em busca disso”, acrescentou o atacante.
A vitória, a quarta no Campeonato Brasileiro, impediu que a combinação de resultados da rodada colocasse a equipe na zona de rebaixamento e levou um pouco de paz ao alvinegro, que começa a se preparar hoje para o próximo jogo, sábado, fora de casa, diante do Palmeiras, às 21h, no Pacaembu. “Foram pontos importantes, pela luta e pela maneira que o Galo se comportou. Os jogadores estão de parabéns pela vitória conquistada”, elogiou Dorival Júnior.
Ao apito final, a sensação era também de alívio da massa. Os mesmos torcedores que das arquibancadas exigiam a demissão do treinador e criticavam a atuação da diretoria antes da partida deixaram o estádio do Vale do Aço em clima de festa. Eles comemoraram o triunfo como se fosse um título e promoveram um buzinaço pelas ruas da cidade, resultado de mais de 90 minutos de aflição.
Foi um jogo feio, de pouca qualidade técnica e cheio de erros. Sobretudo no primeiro tempo. O meio-campo atleticano não criava e quando tinha a chance de contra-atacar os jogadores não acompanhavam os homens de frente. Por vezes, o atacante Jonatas Obina se encontrava sozinho na área, diante de dois marcadores, sem ter com quem jogar. Sem contar o desastre dos dois laterais, que não apoiavam nem defendiam.
MUDANÇA DE ATITUDE Já sem paciência, os torcedores vaiavam os atleticanos e as faixas de protesto começaram a surgir na arquibancada: “Jogadores, basta de desrespeito e covardia”, “Kalil, o glorioso é a vergonha do Brasil!”. O Galo saiu e voltou de campo sob xingamentos dos torcedores. Mas voltou mudado para o segundo tempo. Guilherme Santos, um fiasco na etapa anterior, ficou no vestiário e Wesley entrou no lugar do lateral-esquerdo. Aos poucos, o time foi agradando.
Apesar de apresentar futebol bem distante do desejado, o Galopôs Diego Cavalieri para trabalhar, deixando o tricolor acuado. Em algumas falhas grotescas do Galo, o time carioca teve algumas chances. Mas sem nenhuma objetividade, contrariando as expectativas. Afinal, o time de Abel Braga, que havia começado o jogo com apenas um atacante, já estava com três na etapa complementar. Até que André, que vestia a camisa preta e branca pela primeira vez, mostrou faro de artilheiro. Ele se antecipou ao zagueiro Gum para completar, de cabeça, o lançamento de Magno Alves e assegurar o magro mas importante triunfo do alvinegro.

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