Com gol do jovem estreante no segundo tempo, Galo se recupera com triunfo em cima do Fluminense, no Vale do Aço, e, aliviado, inicia hoje a preparação para pegar o Palmeiras
Ludymilla Sá - Estado de Minas
Publicação:28/07/2011 07:00
Atualização:28/07/2011 09:51
Ele teve a contratação questionada. Afinal, não marcava gols há 13 meses. Convocado às pressas pelo técnico Dorival Júnior, segunda-feira, o atacante André fez jus ao chamado e precisou de apenas 8 minutos para assegurar o triunfo do Atlético sobre o Fluminense, por 1 a 0, ontem à noite, no Ipatingão, pondo fim ao jejum. O ex-menino da Vila, que entrou no segundo tempo no lugar de Jonatas Obina, aproveitou lançamento de Magno Alves da direita e cabeceou para as redes, sem chances de defesa para Diego Cavalieri .
Foi um gol para tirar o peso das próprias costas, segundo afirmou o jogador, feliz por ter outra vez o nome gritado pela torcida. “Tirou o peso das costas do time também. Estamos unidos em busca disso”, acrescentou o atacante.
A vitória, a quarta no Campeonato Brasileiro, impediu que a combinação de resultados da rodada colocasse a equipe na zona de rebaixamento e levou um pouco de paz ao alvinegro, que começa a se preparar hoje para o próximo jogo, sábado, fora de casa, diante do Palmeiras, às 21h, no Pacaembu. “Foram pontos importantes, pela luta e pela maneira que o Galo se comportou. Os jogadores estão de parabéns pela vitória conquistada”, elogiou Dorival Júnior.
Ao apito final, a sensação era também de alívio da massa. Os mesmos torcedores que das arquibancadas exigiam a demissão do treinador e criticavam a atuação da diretoria antes da partida deixaram o estádio do Vale do Aço em clima de festa. Eles comemoraram o triunfo como se fosse um título e promoveram um buzinaço pelas ruas da cidade, resultado de mais de 90 minutos de aflição.
Foi um jogo feio, de pouca qualidade técnica e cheio de erros. Sobretudo no primeiro tempo. O meio-campo atleticano não criava e quando tinha a chance de contra-atacar os jogadores não acompanhavam os homens de frente. Por vezes, o atacante Jonatas Obina se encontrava sozinho na área, diante de dois marcadores, sem ter com quem jogar. Sem contar o desastre dos dois laterais, que não apoiavam nem defendiam.
MUDANÇA DE ATITUDE Já sem paciência, os torcedores vaiavam os atleticanos e as faixas de protesto começaram a surgir na arquibancada: “Jogadores, basta de desrespeito e covardia”, “Kalil, o glorioso é a vergonha do Brasil!”. O Galo saiu e voltou de campo sob xingamentos dos torcedores. Mas voltou mudado para o segundo tempo. Guilherme Santos, um fiasco na etapa anterior, ficou no vestiário e Wesley entrou no lugar do lateral-esquerdo. Aos poucos, o time foi agradando.
Apesar de apresentar futebol bem distante do desejado, o Galopôs Diego Cavalieri para trabalhar, deixando o tricolor acuado. Em algumas falhas grotescas do Galo, o time carioca teve algumas chances. Mas sem nenhuma objetividade, contrariando as expectativas. Afinal, o time de Abel Braga, que havia começado o jogo com apenas um atacante, já estava com três na etapa complementar. Até que André, que vestia a camisa preta e branca pela primeira vez, mostrou faro de artilheiro. Ele se antecipou ao zagueiro Gum para completar, de cabeça, o lançamento de Magno Alves e assegurar o magro mas importante triunfo do alvinegro.
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