Paulo Galvão - Estado de Minas
Sem chance de qualquer conquista, ferido por não ter vencido o rival Cruzeiro nenhuma vez, instável dentro de campo, em crise política e com salários atrasados, resta pouca coisa para o Atlético almejar no ano de seu centenário. Mas pior que tudo isso seria ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Por isso, todos só pensam em se livrar definitivamente dessa ameaça, de preferência o mais rapidamente possível.
Nas contas dos atleticanos, com mais seis pontos a equipe estará garantida na elite nacional em 2009, pois chegaria a 43. Tarefa não muito complicada, levando-se em conta que, dos oito jogos que lhe restam no Brasileiro, quatro são em casa, onde o time conquistou nada menos que 27 de seus 37 pontos. O aproveitamento como mandante é de 64,28%, excetuando-se os jogos com o Cruzeiro, que são disputados em campo neutro.
Se mantiver essa performance no Mineirão, o Galo poderá conquistar até oito pontos, chegando aos 45, sem depender do desempenho fora de casa. Aí, sim, o rebaixamento estará realmente descartado.
A intenção é começar a atingir o objetivo sábado, quando recebe o Internacional, no Beira Rio. Depois, o Galo sai para pegar o Coritiba, quarta-feira, quando poderá alcançar a meta. Depois dos gaúchos, outro compromisso em casa será contra o Botafogo, em 2 de novembro. Também receberá Vasco (16/11) e Santos (30/11). Como visitante, além do Coxa, enfrentará Vitória (9/11), Sport (23/11) e Grêmio (7/12).
“Falaram para nós que alguns matemáticos calculam em 3% as chances de o Atlético cair. Então, vamos lutar para que essa chance seja de 0% bem rápido. Nada melhor que somar pontos já diante do Internacional para nos mantermos na Primeira Divisão”, disse o goleiro Juninho. Tanto os sites Infobola, do gaúcho Tristão Garcia, quanto o Chance de Gol, do paulista Marcelo Arruda, apontam o número citado pelo atleta como a possibilidade de o Galo cair.
Atingido o objetivo, o alvinegro passará a traçar outros planos. “Estamos há várias rodadas em 12º lugar, que nos dá a vaga na Copa Sul-Americana, e não podemos deixá-la escapar. Pelo contrário, temos de pensar em subir cada vez mais, somar o maior número de pontos possível para terminar bem este ano”, afirmou Juninho.
Mas acabar mesmo com a possibilidade de rebaixamento é o que realmente domina as mentes atleticanas. Os jogadores estão bastante pressionados e têm de superar, além dos adversários, a crise política e administrativa do clube.
Eles estão se aproximando de três meses de salários atrasados e não há previsão de pagamento. “Neste momento é até difícil falar sobre esse assunto. Para suportar, somente pensando em duas famílias: a nossa, que está em casa, e a torcida do Atlético. Ambas sofrem bastante e temos de procurar aliviar isso”, disse o goleiro.
De qualquer forma, ele não perde a esperança. “Tomara que a partir do dia 30 as coisas entrem nos eixos, com a eleição de um novo presidente. Esperamos que ele tenha condição de trazer felicidade para todos”, afirmou.
APOIO Para conseguir a vitória diante do Inter e, conseqüentemente, ficar mais longe do rebaixamento, os atletas esperam o apoio da torcida, que já pode adquirir ingressos para o jogo de sábado. A cadeira superior central e lateral custa R$ 10 e a cadeira especial, R$ 30. Menores de 12 anos, maiores de 60 e estudantes pagam metade.
As entradas podem ser adquiridas das 9h às 17h, hoje e amanhã, na sede de Lourdes, Vila Olímpica, Labareda, lojas Class Club Buritis e Sion e Loja do Galo Betim. Sábado, a sede Lourdes, Vila Olímpica e Labareda abrirão das 9h às 12h. No Mineirão, a venda de ingressos será feita somente no dia do jogo.
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