A situação do Atlético está grave e agora o esforço tem de ser total para conseguir levar o time a uma colocação digna no Campeonato Brasileiro e também avançar na Copa Sul-Americana. Para isso, jogadores e comissão técnica adotaram o diálogo, até porque o tempo para treinar tem sido curto – a equipe jogou 13 partidas em 37 dias, uma vez a cada 2,8 dias, e tem pela frente cinco jogos em duas semanas.
Assim, muitas reuniões e conversas estão ocorrendo na Cidade do Galo, onde a roupa suja alvinegra está sendo lavada. Todos estão cientes da necessidade de melhorar, pois o Galo vem de três derrotas seguidas e precisa reagir nos três jogos seguidos em casa, contra Goiás e Atlético-PR, amanhã e domingo, respectivamente, pelo Nacional, e o Botafogo, quarta-feira, pelo torneio continental.
“Realmente, não temos como trabalhar de forma mais forte, pois o desgaste é grande com a seqüência de jogos. Então, vale a qualidade dos jogadores, que estão se dedicando, têm procurado encontrar soluções para os problemas apresentados”, afirmou o técnico Marcelo Oliveira, para quem a parte psicológica da equipe já está bem melhor.
A reapresentação, na tarde de segunda-feira, começou com longa reunião na Cidade do Galo. Para os atletas, natural para quem quer melhorar. “Todos têm o mesmo objetivo, que é levar o Atlético à melhor posição possível. Então, é importante detectar onde podemos melhorar, corrigir os erros”, argumentou o lateral-direito Mariano.
Sabendo que a pressão está grande, o atleta encara como obrigação vencer os próximos compromissos. Assim, segundo ele, não está descartada nem mesmo a difícil missão de chegar à segunda fase da Copa Sul-Americana – derrotado no jogo de ida por 3 a 1, precisa vencer o Botafogo por 2 a 0 ou por três ou mais gols de diferença. “Vamos procurar entrar tranqüilos, pois, primeiro, temos como objetivo nos distanciar o mais rápido possível da ameaça de rebaixamento. Vencendo Goiás e Atlético-PR também teremos força para buscar a vaga na Sul-Americana”, disse.
Para o primeiro dos três jogos em casa, Marcelo Oliveira ainda estuda a melhor formação. Sem o volante Serginho, suspenso, ele estuda escalar o volante Denílson ou os armadores Gedeon e Yuri. Com isso, o volante Renan continua improvisado na lateral esquerda.
Segundo o treinador, não há qualquer receio de lançar garotos, como Denílson e Yuri, mesmo que o momento seja complicado. “Os meninos estão entrando aos poucos. Por conhecê-los bem sei o momento certo de lançá-los. Foram bem preparados na base para estarem prontos no momento de jogar no profissional”, afirmou.
Os ingressos para o jogo entre Atlético e Goiás já estão à venda, das 9h às 17h, na sede de Lourdes, Vila Olímpica, Labareda, lojas Class Club Buritis e Sion e Loja do Galo Betim. Amanhã, os bilhetes poderão ser adquiridos na sede de Lourdes, Vila Olímpica, Labareda, além da bilheteria 3 do Mineirão, que funcionará de 9h até o intervalo. A cadeira superior lateral custa R$ 10; a cadeira superior central, R$ 15; e a cadeira especial, R$ 30. Menores de 12 anos, maiores de 60 e estudantes pagam metade.
Hoje, o armador Danilo Rios é aguardado em Belo Horizonte para realizar exames médicos. Se aprovado, o jogador, de 20 anos e que estava no Vitória, assinará contrato até o fim do ano.
ASSOCIAÇÃO Ontem, foi lançada a Associação dos Torcedores do Clube Atlético Mineiro (ATCAM), cujo principal objetivo será a preservação do Atlético. Segundo um dos líderes da iniciativa, Luiz Gomes, a entidade foi fundada segundo o Estatuto do Torcedor, tendo, portanto, respaldo do Ministério Público Federal e Estadual para suas demandas.
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