Ludymilla Sá - Estado de Minas
Diante do São Paulo, sábado, o Atlético jogou como quem realmente quer ser campeão. Mesmo atuando na casa do adversário, não se intimidou. Adotou postura ofensiva e não baixou a guarda durante toda a partida contra o tricolor. Mas a equipe paulista foi apenas o primeiro adversário direto do Galo na luta pelo título brasileiro nesta reta final de campeonato. Restando apenas oito rodadas para o encerramento, nada ainda está definido. A distância dos inimigos é pequena e a sequência será árdua. Sobretudo porque grande parte dos adversários têm objetivos definidos na temporada. O alvinegro foi ajudado ontem pelo Flamengo, que luta por vaga para a Libertadores de 2010 e venceu o líder, Palmeiras – com isso, o Galo fica a apenas quatro pontos do primeiro colocado. Mas terá pela frente confrontos indigestos. A começar pelo Vitória, sábado, no Mineirão, pela 31ª rodada. O time baiano está longe de ser um primor técnico, mas sabe incomodar e sonha com uma vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem. Depois, o Galo enfrentará o Fluminense, no Rio. Esse, talvez seja, em tese, o jogo mais fácil, considerando a atual situação do tricolor carioca, principal candidato ao rebaixamento. Na sequência, enfrentará o Goiás, em Goiânia, outro time que concorre, na pior das hipóteses, a uma vaga na Libertadores de 2010. Mesmo objetivo traçado pelo Flamengo, que o Atlético receberá na rodada seguinte, no Mineirão. O adversário seguinte será o Coritiba, fora de casa. Apesar de o Coxa não ter os mesmos planos do Galo no ano, ainda joga para se distanciar cada vez mais da zona da degola. O mais complicado, numa análise atual, será a partida contra o Internacional, também adversário direto na disputa pelo título, na Pampulha, além do Palmeiras, líder, no Parque Antártica, na penúltima rodada. O Galo vai encerrar o Brasileiro contra o Corinthians. Portanto, é bom manter a cabeça no lugar e os pés no chão, pois euforia excessiva, neste momento, só atrapalharia o trabalho. Pelo menos é o que decreta o técnico Celso Roth. “O Atlético, desde o início do campeonato, tinha um objetivo, que continua o mesmo, apesar de sempre ouvirmos opiniões contrárias. O time mostrou sua força e qualidade (contra o São Paulo). Perdemos dois jogos (para Cruzeiro, por 1 a 0, e Botafogo, 3 a 1) e não perdemos o equilíbrio.” MUDANÇAS FORÇADAS Hoje à tarde, quando o grupo retoma os trabalhos na Cidade do Galo, o treinador começa a definir quem vai enfrentar o Vitória. Ele será obrigado a mexer em três posições: o atacante Éder Luís e os volantes Correa e Carlos Alberto – este vem atuando na lateral direita – cumprirão suspensão automática porque levaram o terceiro cartão amarelo na rodada anterior. Rentería é o mais provável para completar o ataque, ao lado de Diego Tardelli. Alessandro é outra opção. No lado direito, Coelho é o substituto natural. Já para o meio-campo, Serginho, recuperado de estiramento no ligamento cruzado anterior do joelho direito, deve retornar. A venda de ingressos começa hoje, nos postos tradicionais. Preços: cadeira especial, R$ 50; superior, inferior e de setor, R$ 20; e geral, R$ 2.
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