

Com seus dribles desconcertantes, Reinaldo só era parado com falta pelos adversários
Redação - Superesportes
Publicação:11/01/2011 12:21
Atualização:11/01/2011 16:05
Eleito o maior ídolo de todos os tempos do Atlético, numa pesquisa realizada pelos Diários Associados, em 2001, o ex-jogador do Galo, José Reinaldo de Lima, comemora 54anos nesta terça-feira. Confira a vitoriosa carreira do jogador nesta matéria especial do Superesportes.
‘Rei Rei Rei, Reinaldo é o nosso Rei’
Esse foi o grito que mais se ouvia no Mineirão no final da década de 1970 e início de 1980. Maior artilheiro da história do Atlético com 255 gols marcados, Reinaldo chegou ao clube em 1973. Sinval Martins, diretor de futebol do Galo, chefiou a delegação do juvenil do clube em um jogo contra o Pontenovense, no interior de Minas. Durante a partida, ficou encantado com a atuação de um garoto. Logo após a partida, foi até a casa do menino, falou com seus pais e na mesma noite levou Reinaldo para Belo Horizonte.
No seu primeiro treino no time profissional do Atlético, atuando no ataque reserva, o jovem atacante enfiou uma bola entre as pernas de um zagueiro. Foi retirado imediatamente do treino para não sofrer nenhuma entrada desleal como revide.
Reinaldo subiu para o time profissional do Galo com 16 anos, quando já havia marcado 53 vezes nas categorias de base. Com seu talento impressionante, técnica insuperável, habilidade e capacidade para executar dribles em espaços mínimos, Reinaldo se tornou o maior goleador da história do Mineirão, com 153 gols marcados. O atacante também tem a melhor média de gols em uma edição de Campeonato Brasileiro, quando marcou em 1977, 28 gols em 19 jogos, média de 1,47 por jogo e foi o artilheiro do Atlético na campanha do hexacampeonato mineiro (1978 a 1983), com 46 tentos.
Reinaldo sempre comemorava os seus gols com o punho esquerdo erguido, gesto que lembrava o dos militantes negros no movimento dos Panteras Negras dos EUA. Por esta atitude e por suas posições políticas independentes, Reinaldo era visto com desconfiança pela ditadura militar, o que dificultou sua trajetória na Seleção Brasileira. O jogador foi convocado para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, mas com problemas no joelho, acabou não mostrando todo o seu futebol. Encerrou a sua carreira precocemente aos 27 anos vítima da violência dos adversários e dos joelhos que já haviam sido operados diversas vezes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário