Ah, se os números falassem...
Atlético é mais produtivo que o líder, Fluminense, para criar chances de gols, mas o tricolor tem mais eficiência nas finalizações. Galo muda para enfrentar o Coritiba
Ludymilla Sá - Estado de Minas
Publicação:03/11/2012 08:52
Atualização:03/11/2012 09:47
Cuca reuniu os jogadores para a tradicional conversa na Cidade do Galo: o armador Guilherme foi sacado depois de baixo rendimento como titular nas últimas partidas
A campanha do Atlético no Campeonato Brasileiro é a melhor do clube na era dos pontos corridos, mas poderia beirar a perfeição se em campo os jogadores tivessem pelo menos a mesma eficiência do maior rival da temporada, o Fluminense. Os números comprovam que o alvinegro, vice-líder, é superior ao tricolor carioca em quase todos os fundamentos, especialmente nas finalizações. O problema foi ter falhado além da conta, ao contrário do Flu. Mesmo tendo criado mais chances de gols que o time do técnico Abel Braga, a equipe de Cuca foi menos objetiva que o adversário direto na briga pelo título. Desperdiçou a maior parte das oportunidades de gols e viu o oponente disparar na liderança.
A cinco rodadas do fim do campeonato e a oito pontos do líder, o Galo, durante todo o campeonato, criou 435 chances de gol – média de 13,18 finalizações por jogo. Dessas, acertou 156 e balançou as redes 55 vezes. Coincidentemente, o time carioca também marcou 55 gols e finalizou corretamente 156. A questão crucial é que, embora tenha criado menos chances que o Atlético (391), as estatísticas comprovam que o ataque tricolor foi mais eficaz.
Os gols do Galo são mais diluídos entre os seus atletas, não se concentrando nos homens de frente. Há participação de zagueiros e de laterais. Seus dois atacantes titulares, Bernard e Jô, por exemplo, balançaram as redes 19 vezes. O primeiro, com nove gols, e o segundo, 10. Já o atacante Fred, artilheiro do time carioca, fez 16. Wellington Nem, habitualmente o seu companheiro, foi responsável por seis.
Na última rodada, o alvinegro também sofreu com os travessões. O armador Ronaldinho Gaúcho, que soma sete gols com a camisa atleticana até agora, e Jô mandaram duas bolas na trave. A partida com o Flamengo terminou empatada por 1 a 1 e o Galo ficou mais distante do tão sonhado bicampeonato. Para ser campeão, precisa vencer os cinco jogos restantes, a começar pelo Coritiba, amanhã, às 19h30, no Couto Pereira, pela 34ª rodada, e torcer por pelo menos três derrotas do Fluminense. Situação difícil, levando em consideração a sequência dos dois times nesta reta final.
Além do Coxa, o Galo vai enfrentar o Vasco e Botafogo fora de casa, Atlético-GO e Cruzeiro no Estádio Independência. Já o Flu jogará contra o Cruzeiro no Horto; Sport, no Recife; e Palmeiras em Araraquara. No encerramento, o clássico com o Vasco.
CHANCE Os matemáticos são pouco otimistas com relação ao título atleticano. O site Infobola, do gaúcho Tristão Garcia, aponta o Galo com 2% de chance de faturar o caneco. O Flu tem 98%. “Mas enquanto houver possibilidade matemática e ânimo do grupo, a gente vai sonhar e lutar pelo título”, avisou o volante Fillipe Soutto, que pode ter nova oportunidade entre os titulares em Curitiba, no lugar de Pierre, suspenso por causa do terceiro cartão amarelo.
O atacante Bernard pensa da mesma forma. Ele assegura que os jogadores não se abateram com a situação. Mesmo porque ainda está em disputa uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem. O objetivo do Galo, na pior das hipóteses, é encerrar o Brasileiro na posição em que está. “Mesmo distante (do Fluminense), a alegria permanece. Tem de permanecer. A gente está fazendo o que mais gosta, que é jogar futebol. Sabemos da dificuldade de chegar até aqui, então tem de fazer com felicidade e um sorriso no rosto”, diz Bernard.
Ontem, Cuca orientou, na Cidade do Galo, o último trabalho antes do embarque para Curitiba. Além de Fillipe Soutto, o treinador optou pela escalação do volante Serginho no lugar do armador Guilherme, que atuava recuado no meio-campo. No decorrer do treinamento, ele trocou Soutto por Escudero. O time embarcou para o Sul do país logo depois do trabalho.
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