sábado, 3 de abril de 2010

Substitutos em alta com Vanderlei Luxemburgo (02/04)

Muriqui: assistências decisivas
Werley: elogios de Luxemburgo

Rodrigo Fonseca - Portal Uai




Elogiados pelo técnico, Werley e Muriqui, com as lesões de Jairo Campos e Obina, têm a chance de mostrar serviço em momento decisivo




No momento em que entra na fase decisiva do Campeonato Mineiro, o Atlético perde duas importantes peças para iniciar, neste domingo, a disputa contra o América por uma vaga na semifinal do Estadual. O zagueiro equatoriano Jairo Campos e o atacante Obina estão lesionados. Porém, Vanderlei Luxemburgo não demonstrou preocupação com os desfalques. O treinador deixou claro ter total confiança nos substitutos, Werley e Muriqui.
Titular no ano passado, Werley, 21 anos, revelado na base do clube, perdeu espaço no time este ano com as chegadas de Jairo Campos e do paraguaio Cáceres. Segundo Luxemburgo, a reserva e o convívio com os experientes jogadores seriam benéficos para o crescimento do zagueiro. Os resultados já começaram a aparecer. Na goleada de 6 a 0 sobre a Chapecoense, pela Copa do Brasil, Werley já substituiu Jairo e se destacou na partida.
“Ele está se tornando zagueiro. Era muito afoito. Ele queria passar dentro do adversário. Agora, ele já marca mais, se posicionando. O segredo do zagueiro é fazer o atacante pensar. Você não pode pensar pelo atacante. Quando você faz o atacante pensar, você o inibe”, disse o treinador. “Ele é o cara que mais enche a paciência nossa, perguntando o que está faltando, o que precisa fazer. Ele está querendo crescer. Tem um futuro brilhante”, acrescentou.


'Importante sem fazer o gol'


Se na defesa é o momento de Werley, no ataque quem ganha chance é Muriqui. Contra a Chapecoense, a reserva demorou apenas alguns minutos. Logo no começo do jogo, Obina sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo e precisou ser substituído. Muriqui entrou e foi decisivo. Deu o passe para três gols e ainda sofreu o pênalti que resultou no segundo tento atleticano.
“Em todas as equipes que eu passei, fiz gols, mas sempre tinha um centroavante que fazia mais que eu. Eu servia mais”, disse o atacante, que não conseguiu marcar o seu gol. “É claro que eu quero fazer o gol, mas nem sempre vai ser possível”.
Sem marcar há sete jogos, Muriqui admite: “Isso gera uma ansiedade, mas vou trabalhar para que o gol saia naturalmente. Espero que domingo, diante do América, volte a marcar”.
A seca do atacante não tira o sono de Vanderlei Luxemburgo: “Ele tem que saber o quanto é importante sem fazer o gol. Ele está muito querendo fazer o gol. Atacante quer fazer gol, mas ele não sabe a importância que é servir os companheiros”, destacou o treinador.

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