Ludymilla Sá - Estado de Minas
O técnico Vanderlei Luxemburgo sempre montou times bastante ofensivos. E com o Atlético não está sendo diferente. Se o Galo não venceu todos os jogos da temporada oficial de 2010, incluindo o Campeonato Mineiro e a Copa do Brasil, pelo menos não deixou de balançar as redes adversárias na maioria das vezes. Sob o comando do treinador, que assumiu oficialmente o cargo em janeiro, o alvinegro fez 50 gols em 19 confrontos. Só não deixou sua marca em duas ocasiões: na derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, em março, pela partida de ida da segunda fase da competição nacional, e sábado, no empate por 0 a 0 com o Democrata-GV, resultado que garantiu o time em mais uma decisão do Estadual. A classificação, mesmo que diferentemente do que a massa alvinegra gostaria de ter visto, foi bastante comemorada dentro e fora de campo. “Tivemos muitas oportunidades e, desta vez, desperdiçamos todas. Ficou ainda mais difícil de marcar no segundo tempo. Mas o importante é que conseguimos nos classificar”, comentou o volante Zé Luís, logo depois do confronto com a Pantera no Mineirão. O atacante Diego Tardelli tem a mesma opinião. “A equipe jogou contra o Democrata-GV pela vantagem, trabalhou bem a bola e não sofreu nenhuma pressão. O gol não saiu, mas o mais importante é que a gente está em outra final.” O lateral-esquerdo Júnior ressalta ainda a qualidade defensiva do Galo, sobretudo no último confronto. “Não tivemos nenhum problema defensivo, o Aranha não fez nenhuma defesa importante. Temos sempre o objetivo de chegar às finais e o primeiro passo foi dado. Agora é pensar no próximo adversário.” O jogador sabe que a próxima tarefa não será das mais fáceis, pois terá pela frente um adversário perigoso quando joga em seu estádio. Na quarta-feira, o Galo faz o jogo de volta das oitavas de final no Recife contra o Sport, depois de ter vencido por 1 a 0 no Mineirão no primeiro jogo. E, justamente por ter a vantagem do empate na Ilha do Retiro para se classificar às quartas de final da Copa do Brasil, Luxemburgo espera dos atleticanos a mesma postura que tiveram sábado diante do time do Vale do Rio Doce: uma equipe bastante agressiva ofensivamente, mas sem se descuidar da defesa. O treinador até admitiu a manutenção do esquema com três zagueiros contra o rubro-negro pernambucano. “No Recife, teremos uma vantagem até maior do que a que tínhamos contra o Democrata. Aqui (no Mineirão), se levássemos um gol, perderíamos a classificação. Lá, ainda podemos decidir a vaga nos pênaltis. Fiz uma experiência, agora vamos ver as possibilidades. Depende muito da condição de alguns jogadores. O Tardelli deixou o campo estafado e o Muriqui reclamou de uma dorzinha, mas no futebol a gente diz que ela vai embora na urina”, brincou. VOLTA O volante Fabiano pode ser a novidade no Recife. O jogador cumpriu suspensão por causa do terceiro cartão amarelo diante da Pantera e, mesmo com uma leve entorse no joelho direito, não deve ser problema, segundo o médico Rodrigo Lasmar. Já o zagueiro Cáceres, com um estiramento na coxa direita, e o lateral-direito Coelho, com o mesmo problema, não jogam. O paraguaio pode retornar ao time antes de Coelho. Depois do jogo contra o Democrata, ainda no Mineirão, ele fez um treinamento leve de corrida no estádio da Pampulha e pode ser liberado para os treinos com bola esta semana. A delegação do Galo embarca esta manhã para o Recife.
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