segunda-feira, 24 de maio de 2010

Marcelo é mais um contra 'maldição do gol'

Marcelo assume a meta alvinegra

Estreante na meta atleticana espera encerrar de vez o problema na posição

Vicente Ribeiro - Portal Uai

Publicação:

22/05/2010 20:08


Nos últimos anos, a meta atleticana tem sido alvo de um tormento para os treinadores e também para a torcida. Desde a saída de Diego Alves, negociado com o Almeria, da Espanha, em julho de 2007, o Atlético não tem um substituto que consiga se firmar no clube. Em três anos, nada menos que cinco atletas passaram pelo gol alvinegro, mas não corresponderam. Marcelo, ex-Bahia e que estreia neste domingo, contra o Atlético-PR, no Mineirão, pelo Brasileiro, é a sexta tentativa.
Depois de Diego Alves, o Atlético buscou outras opções para o gol. O primeiro foi Juninho, que chegou e até ganhou a confiança da torcida e do técnico que comandava a equipe na ocasião, Emerson Leão. Entretanto, o goleiro não manteve o nível, se contundiu e teve problemas com excesso de peso. Ele passou a ser questionado até perder a vaga para o ex-júnior Edson, que também não se firmou.
A situação persistiu até o ano passado, quando o Atlético contratou Aranha, ex-Ponte Preta, para o Brasileiro. Uma contusão acabou tirando o titular de ação, o que abriu vaga ao ex-júnior Bruno. Falhas seguidas impediram que o prata da casa se firmasse. Com isso, a diretoria anunciou o experiente uruguaio Carini. Mesmo tendo passagens pela seleção do Uruguai e por clubes europeus, o atleta também foi questionado, mas terminou 2009 na equipe titular.
Este ano, Carini foi mantido na equipe pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, mas o atleta não superou a ‘maldição do gol’ e perdeu o lugar para Aranha. Ainda não satisfeito com as opções, o treinador pediu a contratação de mais um goleiro e a diretoria anunciou a vinda de Marcelo, que teve atuações destacadas pelo Bahia. Ele é a nova aposta do comandante para resolver o problema da meta alvinegra, que encara o desafio com tranquilidade.
“Eu sei dessa história (maldição do gol alvinegro), mas é preciso encarar com naturalidade. Se entrarmos pensando que temos de fazer o impossível, não dará certo. O que temos de fazer é o mesmo ou até um pouco mais que nos treinos. Precisamos trabalhar bem, com calma e muita atenção, pois assim tudo acontece naturalmente”, receitou o novo camisa 1.
Ele admitiu que já sentia certa ansiedade pela estreia. “Todo atleta profissional espera por esse momento, que é atuar em uma competição de alto nível, ao lado de grandes jogadores. Tem tudo para ser uma boa estreia. Entrar na vaga do Aranha, um grande goleiro, será uma responsabilidade grande. Mas eu estou tranquilo e apto a atuar”, reforçou.

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