sábado, 13 de julho de 2013

COPA LIBERTADORES

Haja teste para cardíaco
Pedro Rocha Franco - Estado de Minas
Publicação:12/07/2013 08:00
O Ministério da Saúde adverte: para torcer para o Galo é preciso estar com o coração em dia. Que o diga o conselheiro benemérito Heltemiro Gomes Ferreira e outros dois presentes ao Independência na partida de volta da semifinal da Libertadores. Enquanto não chegava o gol salvador de Guilherme, os três tiveram de ser atendidos às pressas com suspeita de infarto, perdendo o gran finale da disputa de pênaltis que garantiu a classificação atleticana para a final do torneio. Depois de exames, somente o quadro do conselheiro se confirmou como infarto.
Ele teve o caso mais grave. Aos 64 anos, foi ver o jogo com uma das filhas e amigos. O gol de Bernard, logo nos primeiros minutos, serviu de alívio. Mas ao fim do primeiro tempo, o drama do jogo era tamanho que o engenheiro começou a sentir fortes dores no peito e teve de ser atendido pelo Corpo de Bombeiros. “Pode ter sido emoção, mas outras coisas também contribuíram”, afirmou a outra filha de Heltemiro, Ana Luiza Ferreira. Ela disse que a família tem histórico de problemas cardíacos e a associação a uma família de atleticanos roxos pode ter contribuído. Ele permanece internado, em observação, no Hospital da Unimed-BH, sem previsão de alta.
Os outros dois atendimentos mais graves no estádio, de uma noite marcada por recorde de casos – foram 30, enquanto a média é de oito –, a princípio foram tidos também como infarto, mas exames feitos nos hospitais descartaram. O primeiro, ocorrido antes mesmo de o jogo começar, foi de um cinegrafista contratado pela ESPN Brasil, que, na verdade, é torcedor do América. O profissional, de 34 anos, foi atendido pela equipe médica do Independência e encaminhado ao Hospital Odilon Behrens. Com dores no peito, na cabeça e náuseas, ele permaneceu em observação até a tarde de ontem, quando foi liberado depois de ter sido descartada a hipótese de infarto.
O terceiro paciente, de 38 anos, sentiu falta de ar minutos antes de o Galo fazer o segundo gol. Também atendido por médicos e enfermeiros, foi levado ao Hospital Belo Horizonte, mas liberado ainda na madrugada de ontem. Segundo a enfermeira Denise Nunes, que integra a equipe médica do estádio, no jogo contra o time argentino o número de casos foi recorde. “Desde a reabertura do Independência nunca teve essa demanda”, disse.
CASOS Torcedores ansiosos, com fortes dores de cabeça e outros que passaram mal antes do jogo e assim mesmo decidiram ir ao estádio, agravando o quadro lá, estavam entre os atendidos. Além deles, um menino cortou o dedo ao prendê-lo em uma cadeira; do lado de fora do Independência, um atleticano teve queimaduras depois de usar um sinalizador e um diabético teve quadro de hiperglicemia.
No jogo de ida contra o Newell’s Old Boys, um adolescente de 13 anos, torcedor do Galo, sofreu um infarto enquanto dormia, depois de o time perder por 2 a 0, e não resistiu.

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