domingo, 14 de julho de 2013

COPA LIBERTADORES

Campeões de 1992 apostam na força do Atlético para superar Olimpia na final
Galo venceu a Conmebol daquele ano sobre o clube paraguaio; ambos começam a decidir a Libertadores de 2013 na próxima quarta-feira, no Defensores del Chaco
Rodrigo Fonseca - Superesportes
Thiago de Castro - Superesportes
Publicação:12/07/2013 08:03
Atualização:11/07/2013 19:58
Atlético x Olimpia é um confronto de história. Quem recorrer ao passado verá que as melhores lembranças, que aumentam a expectativa para a decisão da Copa Libertadores deste ano, são do Galo. Os dois clubes duelaram na final da Conmebol de 1992.
O título ficou com o Atlético, após triunfo por 2 a 0 em casa e derrota por 1 a 0 no Paraguai. O herói alvinegro foi Negrini, autor de dois gols no Mineirão. O meia-atacante e outras peças importantes do Galo de 1992 estão confiantes para a final deste ano, pela Libertadores.
“Acho que o Atlético tem condição de ganhar. Tem um elenco melhor, time melhor e está jogando melhor. Acredito no título. Eu gosto do toque de bola. A movimentação do quarteto ofensivo. Essa é a virtude que o Galo tem. Além da defesa muito sólida, com Réver, Leonardo Silva, Gilberto Silva e Victor.”, afirma Negrini, que hoje mora em Belo Horizonte e trabalha como comerciante.
Hoje, o ponta-direita do Atlético é Diego Tardelli. Em 1992, Sérgio Araújo fazia a função no time do Galo. Ele destaca a união que é vista no elenco de 2013.
“Quando você vê o banco de reservas todo mundo se abraçando, mostra que o time está muito unido. Todo mundo tem o seu papel em campo. Victor fazendo um grande trabalho, Ronaldinho com sua experiência. De fora, você vê que está todo mundo unido no objetivo de ser campeão, o que é muito legal”.
O ex-goleiro João Leite, jogador que mais vezes vestiu a camisa alvinegra, ressalta a força do Galo. Mas pede atenção e pés no chão. “O Atlético é favorito, mas é um jogo muito difícil lá. Eles usam muito bem o mando de campo em Assunção. Mas o Atlético tem experiência, um grande time para vencer lá e em casa”.
No retrospecto geral, o Atlético leva vantagem contra o Olimpia. São seis jogos, com duas vitórias do Galo, uma paraguaia e três empates.
Duelo nada fácil
A confiança do Atlético é grande. Mas os jogadores que conquistaram a Conmebol de 1992 avisam que enfrentar o Olimpia no Paraguai não é tarefa tranquila. Longe disso.
“A pressão ficou marcada. No início do jogo, jogaram um foguete no gol, bem embaixo das minhas pernas, fiquei queimado”, recorda João Leite.
Sérgio Araújo lembra que os paraguaios usavam até mesmo da deslealdade dentro e fora de campo. “Eu apanhei demais. Tomei muita pancada. Joguei muita bola nesse dia. O Claudinho, ponta esquerda nosso, também. Teve um lance curioso que ele machucou. Em cima da maca, um adversário pegou no órgão genital dele. A gente apanhou demais. Muito cuspe na gente. Na hora de receber o troféu, um diretor nosso recebeu pedrada na cabeça”.
A campanha alvinegra de 1992 teve os seguintes adversários, em duelos de mata-mata da Copa Conmebol: Fluminense, Atlético Junior-COL, El Nacional-EQU e Olímpia. Foi a primeira Conmebol disputada.
Jogo histórico
Atlético 2 x 0 Olímpia
Motivo: Primeiro jogo da final da Copa Conmebol
Data: 16 de setembro de 1992.
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 60.116 pagantes
Renda: Cr$ 589.715,00
Árbitro: Hernan Silva, Chile
GOLS: Negrini (30’ e 58’)
ATLÉTICO: João Leite (Humberto); Alfinete, Luis Eduardo, Ryuller e Paulo Roberto; Éder Lopes, Moacir e Negrini; Sérgio Araújo, Ailton e Claudinho. Tec: Procópio Cardoso
OLÍMPIA: Goycochea; Cáceres, Ramirez, Nunez e Soarez; Adolfo Jara, Vidal Sanabria e Jorge Campos; Gonzalez (Meza), Amarillia (Samariego) e Miguel Sanabria. Tec: Roberto Perfumo

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