quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Ano termina com ‘frustração’ Para 2016, a ideia é contratar atletas de peso para algumas posições e dar mais chances aos jovens PUBLICADO EM 08/12/15 - 04h00 Thiago Prata O primeiro ano da era Daniel Nepomuceno foi marcado pela conquista do Mineiro, pelo vice-campeonato brasileiro, pelo passaporte para a quarta Libertadores seguida do Atlético e pela expectativa de que o clube retome o caminho dos títulos de expressão em 2016. Enquanto os jogadores entram em regime de férias, a diretoria alvinegra inicia um trabalho pesado nos bastidores, envolvendo a busca incessante por reforços, a decisão de dispensar alguns atletas, a possibilidade de reintegrar peças que voltam de empréstimo e o interesse do novo treinador, Diego Aguirre, em conhecer os jovens da base do Galo. “Em dezembro, vamos trabalhar dobrado”. Com essa frase, Nepomuceno sintetizou o pensamento da diretoria durante o hiato de jogos do time profissional. O presidente atleticano avaliou como positivo o ano de 2015 para o clube. Mas a perda do título brasileiro e o papel aquém do esperado da equipe na última Libertadores, quando caiu nas oitavas de final, frustraram as pretensões do mandatário de levantar um troféu significativo. “Temos que aprender com nossos erros para, no ano que vem, consertá-los e levantar uma taça de Copa Libertadores ou Brasileirão. Mas terminamos o ano bem, com vários jogadores na seleção do Campeonato Brasileiro. E vemos que estamos no caminho certo. Temos um treinador novo e empolgado com a equipe. Estou satisfeito, e agora começamos mais um trabalho”, destacou o mandachuva do Galo. Ao que tudo indica, a intenção da diretoria é angariar nomes de peso para dar maior qualidade ao elenco alvinegro. Para 2015, a grande contratação foi o atacante argentino Lucas Pratto, que se tornou o artilheiro do Atlético na temporada, com 23 gols. No entanto, outros atletas não vingaram e já foram dispensados, como Cárdenas e Danilo Pires – Josué, Emerson Conceição e Pedro Botelho também estão fora dos planos. Já para 2016, a ideia é trazer o maior número de jogadores com currículo vitorioso e ainda manter aqueles que vêm sendo assediados por outros clubes. São os casos de Jemerson, Giovanni Augusto, Luan, dentre outros. Além disso, é uma das prioridades da cúpula e da comissão técnica dar mais chances a jovens promessas da base. Tanto que Aguirre irá acompanhar o time júnior no Brasileiro Sub-20, em Porto Alegre. “O Aguirre está indo com o time júnior para avaliar quem pode subir. Ele quer começar a trabalhar uns três dias antes da pré-temporada e avaliar bem para montar a equipe profissional”, relatou Nepomuceno. André na área Retorno. O atacante André pode fazer parte dos planos do Galo para 2016. Autor de 13 gols no último Brasileiro, pelo Sport, ele se despediu do Leão. André tem contrato com o Atlético até junho do ano que vem. Garçom espera ter agradado ao novo técnico Em um dos camarotes do Mineirão, nesse domingo, o recém-contratado técnico do Galo, Diego Aguirre, acompanhava de perto o desempenho de muitos dos atletas que irá comandar a partir de 2016. Principal garçom da equipe no Brasileirão, o meia Giovanni Augusto não sabia que Aguirre estava presente no Gigante da Pampulha. Mas, com duas assistências na goleada por 3 a 0 sobre a Chapecoense, espera ter agradado ao treinador. “Fiquei sabendo que ele (Aguirre) estava no jogo só depois da partida. Acho que isso não interfere muito. Independentemente de ele estar assistindo ao jogo, todos os atletas daqui precisam dar seu máximo. Fui feliz e dei duas assistências. Espero ter deixado uma boa impressão. Quero fazer uma parceria muito boa com ele”, declarou. Giovanni encerrou sua participação no Brasileiro como o líder de assistências do Galo. Foram dez ao todo. Além disso, anotou cinco gols nesta edição da Série A. Assistentes Principais garçons do Galo no Brasileirão 10 assistências: Giovanni Augusto 6 assistências: Patric 5 assistências: Luan 4 assistências: Dátolo e Marcos Rocha 3 assistências: Douglas Santos e Lucas Pratto 2 assistências: Leonardo Silva, Thiago Ribeiro e Maicosuel Em 55 partidas, foram 23 gols marcados e oito assistências. Um desempenho positivo, por se tratar de um atleta argentino em sua primeira temporada no futebol brasileiro. Mas o próprio autor desses números, o atacante Lucas Pratto, acredita que poderia ter tido um rendimento melhor. “O futebol na Argentina é mais tático e tem um estilo de jogo mais cadenciado. Aqui, no Brasil, é mais rápido e técnico. Tive um pouco de dificuldade nesse sentido”, comentou o avante. Mesmo assim, o Urso se tornou o artilheiro da equipe no ano, com 23 gols. E o próprio jogador tentou explicar os outros motivos que o fizeram ganhar a confiança da Massa. “Acho que é mais pela raça, por sempre correr e por não ter bola perdida. A torcida me tratou muito bem. Espero dar mais alegrias e conseguir um título importante para ela”, disse. Por outro lado, Pratto passou 18 rodadas sem anotar um tento com a bola rolando, e isso o incomodou bastante. O último se deu na 20ª jornada do Brasileiro, no triunfo por 2 a 1 sobre o Palmeiras. Depois, marcou gols em mais quatro jogos – contra Vasco, Coritiba, Internacional e Grêmio –, todos originados de cobranças de penalidade. Saldo positivo para hermano

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