sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Nepomuceno fala das falhas da Dryworld, busca por zagueiros e do sonho do título pelo Atlético Presidente do Atlético disse que, mesmo com erros, vai dar outra oportunidade à fornecedora de material esportivo para minimizar os erros e atender o fornecimento postado em 16/09/2016 08:00 / atualizado em 16/09/2016 09:32 Redação /Superesportes Bruno Cantini/Atlético Daniel Nepomuceno dá mais uma chance para Matt Weingart e Claudio Escobar, executivos da Dryworld O presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, comentou os problemas enfrentados pelo clube com o fornecimento de material esportivo da Dryworld. Desde o início do ano, o Galo vem sofrendo com a distribuição dos uniformes, tanto para os jogadores como para a venda nas lojas do clube. Recentemente, segundo a Revista Encontro, o clube teve que jogar de branco por causa das falhas na entrega da camisa alvinegra. O contrato com a Dryworld é o maior da história do Atlético. No entanto, a fornecedora canadense tem encontrado dificuldades para cumprir as suas metas, gerando questionamentos, inclusive internamente no clube. Em entrevista ao programa Camarote PFC, do canal Premiere FC, Daniel Nepomuceno lamentou os erros da Dryworld, mas diz que ainda vai dar uma nova oportunidade à fornecedora, para que ela corrija os erros e garanta a entrega do material para ser revendido em lojas do clube e franquias. O presidente falou ainda sobre a difícil busca por zagueiros, o sonho do título do Campeonato Brasileiro neste ano e a dificuldade de promover jovens da base em um time recheado de grandes e renomados jogadores. Confira abaixo os principais trechos da entrevista de Daniel Nepomuceno Problemas com a Dryworld Assinamos um contrato, que talvez tenha sido o segundo ou o terceiro maior entre clubes brasileiros. Durante o período, os executivos da Dryworld chegavam a uma parceria com uma das fábricas e a parceria não se sustentou. A partir do momento que teve uma quebra entre o proprietário da fábrica, que ficou com porcentagem da Dryworld no Brasil, atrapalhou o fornecimento. Discuto até contrato, valores, discuto tudo. Se tem algo que sai da minha capacidade de gestão é a entrega de material. E quando tem falha na entrega, primeiro para o torcedor, e até mesmo para o clube, me preocupa muito. Eu não estou lá dentro. Não tenho a gestão de mandar fabricar, de entregar, de logística. Não posso ficar refém. É o maior problema que está acontecendo agora. Quero deixar uma coisa bem clara. O Atlético sempre vai buscar um contrato maior, um parceiro. O material apresentado foi de altíssima qualidade, o contrato foi bem feito. Nos ajudou, contratualmente, a reforçar o time. Mas a gente não pode ficar refém. Mais uma chance para a fornecedora Não cabe a mim chegar agora e acabar o contrato numa entrevista. Não faço isso. A gente tem sempre que tentar dar oportunidade para que minimize os erros. A gente está tentando fazer isso, garantir o fornecimento para as franquias, para a loja principal, que está dentro da sede do Atlético, e principalmente para dar essa segurança para a equipe técnica. Nós somos o terceiro clube em venda de material, terceiros em pay per view. A torcida consome muito. Eles teriam que ter uma preocupação maior em atender ao fanatismo atleticano, que ao meu ver não teve. Própria produção de uniformes? Acho difícil assumir a própria produção de material, até porque nenhum modelo ainda fez sucesso. Alguns tentaram, mas não tiveram resultado. O modelo que está acontecendo não satisfaz também. Se eu pego toda a receita do clube e coloco 100% no futebol, eu tenho a ganhar em todas as esferas. Novo estádio só com parcerias Não vou construir estádio com dinheiro do futebol, de forma nenhuma. Se o estádio viabilizar qualquer parceria dessas, uma gestão troca de material, essa conta não entra no futebol. O dinheiro inteiro, por exemplo, ali no balanço, é para contratar jogador para ganhar título. As outras receitas, que são várias, porque o futebol chegou num valor muito alto, até porque pelo consumo que a população exige com o futebol, é que vão pagar essa conta. Então, é isso. Se eu falar pra você, que eu vou, no ano que vem, no meu balanço, investir a mesma quantidade de dinheiro que eu investi, que o clube vai estar maior, você tem que acreditar nisso e ser meu parceiro também, de apostar não só nessa conta, mas de também me dar parte do seu lucro de que você está ganhando. Difícil busca por zagueiros Só se aparecer algum atleta que brigou com um clube, que esteja atuando, para a gente contratar. O problema da zaga acontece no mundo inteiro. É difícil achar zagueiro. Eu sou cobrado muito desde o começo do ano. Não é uma posição simples de achar. No futebol tem esses ciclos. Tem época que não encontra zagueiro. Agora tem dois anos que a gente avalia o mercado e os clubes pedem valores fora da realidade para negociar. Não é simples. Estamos de olho há bastante tempo. O Atlético, nos últimos anos, revelou nomes interessantes. Estou muito voltado para dentro de casa, para poder forçar e evoluir os nossos zagueiros novos, rodar eles no mercado, para que possam suprir essa carência. Sonho do título do Brasileiro Eu durmo, acordo e penso 24 horas em ganhar o título. Então, assim, não tem muito segredo. Você trabalha pensando que você tem que vir para ganhar. Eu não vim para perder, eu vim para ganhar. Foi um trabalho muito pesado para colocar o Atlético no patamar que ele está hoje. Apesar de a nossa cultura do futebol não permitir a valorização do terceiro e segundo colocado, o fato é que tem quatro anos, que se fosse uma Olimpíada a gente estava ganhando prata, bronze, em todas as modalidades. Tem quatro anos que a gente está ali, caçando, buscando todos os títulos. Necessidade de calendário para a base O Santos é fora da curva. O que eles fazem de jogador na base, com a harmonia dos garotos, é uma coisa impressionante. Mas, depois que você consegue ficar vários anos com o nível alto, em nível de competitividade, fica cada vez mais difícil de um garoto de 19 anos chegar nesse elenco e disputar a posição. Se a gente for espelhar como o Barcelona faz, ele contrata o melhor do mundo em todas as idades. Aí fica fácil. Sou a favor de valorizar campeonatos só sub-20, ter um clube B, para trabalhar a competitividade desses atletas. Você tem uma folha de pagamentos de uns 50 atletas. Então caberia ter um time B para jogar o ano inteiro e preparar os atletas. A gente tem até algumas parcerias. Fizemos isso com a Ferroviárias e os quatro jogadores ganharam experiência. O atleta tem que jogar. Já discuti isso na CBF, de ter um calendário para o time B durante todo o ano. O time, cada vez mais, tem que jogar amistosos internacionais, porque valoriza a marca. Tem vários campeonatos durante o ano e não tem nenhum com três meses para você colocar o seu time B e dar oportunidades aos garotos. Você tem que emprestar jogador pagando o salário, para ele jogar um campeonato com metade da visibilidade do seu, para ele continuar com esse desejo e vontade de vencer pelo clube.

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