sábado, 21 de março de 2015
Inflação brasileira abriu olhos do Atlético para Pratto e Cárdenas, explica diretor
Eduardo Maluf explica que mercado nacional está desregulado
postado em 09/02/2015 16:30 / atualizado em 09/02/2015 19:32
Thiago de Castro /Superesportes
Bruno Cantini/Atlético
Negociar com agentes e jogadores no Brasil tem sido uma tarefa árdua nos últimos anos. As altas pedidas dificultam a vida dos clubes, que se voltam para o mercado sul-americano como alternativa para reforçar seus elencos. Este é o contexto que fez o Atlético buscar Lucas Pratto no Vélez da Argentina e Sherman Cárdenas no Nacional da Colômbia, segundo explicação do diretor de futebol Eduardo Maluf.
“Chega uma hora que o jogador sul-americano ficou mais viável de contratar que o brasileiro. Você não consegue renovar um contrato de jogador brasileiro e consegue trazer o melhor da Argentina, um dos melhores da Colômbia. Ou nós vamos nos adequar a esse mercado, ou o futebol brasileiro vai quebrar muito clube nos próximos tempos”, afirma.
As renovações contratuais, de fato, tem se estendido no Galo. O melhor exemplo é a negociação para manter o meia Guilherme no time. Outros casos também ilustram a inflação vivida no mercado brasileiro. Jesus Dátolo recebeu uma proposta para assinar um novo vínculo em novembro passado, mas não aceitou. Novas conversas devem acontecer.
“O procurador dele esteve aqui em novembro, eu conversei e não chegamos a um acordo. Vamos esperar. Queremos renovar antes, mas não temos preocupação. Se o jogador não quiser acertar, não acerta e deixa o contrato acabar”, explica Maluf.
Em um cenário de altas pedidas, inflação e necessidade de montar um grupo competitivo para conquistar títulos, o Atlético se preocupa em não exceder seu orçamento. Depois de um 2014 com problemas financeiros, o objetivo é passar 2015 com um horizonte mais positivo, com as contas em dia. Na semana passada, dívidas com o grupo profissional foram quitadas.
“O futebol brasileiro está na contramão da história. Antigamente, você fazia um time, o jogador despontava e saía daqui para fora, onde ia ficar rico. De dois anos pra cá, os clubes buscam jogadores fora e pagam mais do que ele recebe lá. Alguma coisa estava errada e ia acontecer. A maioria dos clubes estão quebrados, devendo e sem ter como pagar. E o Atlético está em dia com salário e imagem”, comenta o diretor alvinegro.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário