terça-feira, 8 de março de 2016
Daniel Nepomuceno viaja para tratar de registro de atacante Clayton, e CBF aguarda documentos
CBF exige esclarecimentos sobre divisão dos direitos econômicos do atacante
postado em 08/03/2016 20:08 / atualizado em 08/03/2016 21:21
Rodrigo Melo /Superesportes
Beto Novaes/EM/D.A Press Presidente atleticano ficou de se reunir com direção do Figueirense nesta terça-feira
A novela sobre a regularização do atacante Clayton continua. O presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, viajou nesta terça-feira para Florianópolis com o intuito de se reunir com a direção do Figueirense e tratar das pendências que ainda impedem o registro do jogador na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Nenhuma posição foi anunciada pelos dois clubes à noite.
Nepomuceno tenta acertar as arestas da negociação entre os clubes para a compra do jogador e, assim, enviar a documentação sobre os direitos econômicos do atleta para a normalização do registro na CBF.
O diretor do departamento de registros e transferência da entidade, Reynaldo Buzzoni de Oliveira Neto, informou ao Superesportes na noite desta terça-feira que Atlético e Figueirense ainda não haviam enviado os documentos requisitados. Com isso, Clayton não teve o nome citado no Boletim Informativo Diário (BID) até as 19h.
O atleta foi contratado pelo Galo, que pagou ao Figueirense cerca de três milhões de euros por 50% dos direitos econômicos. Porém, quase um mês após o acerto da negociação, Clayton ainda não pôde ser escalado por Diego Aguirre e estrear com a camisa do time mineiro. A comissão técnica do Galo espera que o nome do atacante possa constar no BID até a sexta-feira, de modo que Clayton possa atuar no clássico diante do América, neste domingo.
A regularização do jogador está travada na CBF até que os clubes apresentem a documentação dos direitos econômicos do atacante. A entidade quer que Atlético e Figueirense esclareçam a divisão dos percentuais. O Artigo 66 do Regulamento Nacional de Registro e Transferência proíbe a participação de investidores em negociações de direitos de atletas.
Antes da transferência para o Atlético, Clayton tinha 20% dos direitos econômicos presos ao empresário Eduardo Uram, 15% ligados ao agente dele, Jorge Machado, e 15% nas mãos do pai. A última partida do atacante foi no dia 13 de fevereiro, na derrota do Figueirense para o Criciúma, pela 5ª rodada do Campeonato Catarinense.
”Se a documentação do Atlético esclarecer a divisão dos percentuais, o clube não poderá ser prejudicado pelo atraso no envio dos documentos por parte do Figueirense. Nesse caso, o registro será publicado e ele poderá atuar. Mas até esta terça-feira não chegou nada à CBF”, explicou o diretor de registros Reynaldo Buzzoni de Oliveira Neto.
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