sábado, 3 de junho de 2017
Parça! Roger não vê problema em ser amigo dos atletas, mas defende hierarquia
Treinador do Atlético-MG conta história curiosa sobre relação entre técnico e jogadores e responde sobre ser um jovem comandando atletas experientes
Por Guilherme Frossard, de Belo Horizonte
03/06/2017 18h58 Atualizado há 2 horas
Roger Machado é o segundo técnico mais jovem da Série A do Brasileirão (42 anos). Só Jair Ventura (38), do Botafogo, é mais novo que o comandante do Atlético-MG. Desde que pendurou as chuteiras, em 2008, Roger se preparou para iniciar a carreira como treinador profissional. Estudou educação física, foi auxiliar técnico e assumiu o Juventude em 2014, pela primeira vez como treinador principal. O estilo de trabalho de Roger é sério, de muita cobrança e de muita exigência tática, mas se engana quem pensa que o treinador não é amigo dos atletas.
Todo o grupo do Atlético-MG elogia muito o trabalho de Roger, o que indica que, além dos bons resultados em campo, a relação entre comandante e elenco é positiva. E o segredo do gaúcho para lidar com os atletas é simples: amizade e respeito ao papel de cada um no clube.
- Quando comecei a jogar, um jogador experiente me disse que a gente não devia ter uma proximidade muito grande com o treinador, ser amigo dele, porque, no primeiro momento, se ele pensasse em tirar alguém, ele tiraria você, porque você entenderia, por ser próximo dele. Aí passou o tempo, eu virei auxiliar, parei de jogar, e um treinador me disse que a gente não deveria ter muita proximidade com os jogadores, para que as coisas não fossem confundidas. Eu disse: então temos um problema, se dizem isso dos dois lados. A forma que eu entendo que seja saudável é poder ter uma proximidade, sim, com o atleta, mas sabendo entender e executar bem os papéis. Aí as coisas fluem naturalmente.
Contemporâneo do capitão
Roger tem quase a mesma idade, por exemplo, de Leonardo Silva. O zagueiro veterano vai completar 38 anos ainda no próximo dia 22 e é apenas quatro anos mais jovem que o "professor". O técnico garante, porém, que outro segredo é ter muita atenção com o tratamento aos atletas, independentemente da idade.
- Eu não percebo que mude alguma coisa (ser jovem e ter atletas experientes). Você adquire o respeito como comandante à medida que você transmite e oferece muito respeito para aqueles que você trabalha. A condução do trabalho é da mesma forma para o Ralph (volante e caçula do elenco, com 19 anos) como é para o Leo Silva, que tem 20 anos a mais que o Ralph. Com respeito, mas nunca abrindo mão de preservar uma hierarquia do processo. Isso, para mim, é o principal de tudo. Com disciplina com o trabalho e respeito à hierarquia, as coisas fluem bem, de uma forma tranquila.
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