sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Reforços, política, Robinho, encantos de BH: Oswaldo fala de futuro no Atlético
Perto de decisão, treinador concedeu entrevista exclusiva ao Superesportes
João Vitor Marques /Superesportes , Roger Dias /Estado de Minas , Renan Damasceno /Estado de Minas
postado em 01/12/2017 06:30 / atualizado em 01/12/2017 13:37
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Edesio Ferreira/EM
No dia 26 de setembro, Oswaldo de Oliveira era apresentado no Atlético com dois desafios: recuperar a equipe alvinegra e a própria carreira de treinador. Depois de dois meses, as metas estabelecidas parecem mais palpáveis. O técnico, de 66 anos, recuperou a confiança do elenco e chega à última rodada do Campeonato Brasileiro com o sonho de levar o time à Copa Libertadores vivo.
“Nós precisamos estar muito devotados, muito conscientes para vencer esta partida. Venha o Grêmio da maneira que eles vierem… Isso não nos interessa. O que nos interessa muito é a nossa postura”, disse, em entrevista exclusiva ao Superesportes. A equipe alvinegra enfrenta o Grêmio, às 17h (de Brasília) deste domingo, no Independência. Para ir à competição continental, uma vitória é necessária.
Na conversa de mais de meia hora, Oswaldo se mostrou à vontade com o ambiente do clube alvinegro. O treinador falou do planejamento para 2018, já que ele deve mesmo permanecer no cargo - especialmente se o situacionista Sérgio Sette Câmara vencer a eleição do dia 11 de dezembro.
“O empecilho (para o planejamento) é a eleição, que ainda não ocorreu. São grandes as possibilidades de dar continuidade ao trabalho em 2018. Estamos nos mexendo para isso”, disse.
Outros temas tratados na entrevista foram possíveis reforços, a política do Atlético, o DNA do time alvinegro, Robinho, a longa carreira de treinador e, claro, os ‘encantos’ de Belo Horizonte. Leia abaixo a íntegra:
Você tem contrato com o Atlético, mas o seu futuro ainda depende das eleições presidenciais. Como vem trabalhando o planejamento da equipe?
O empecilho é a eleição, que ainda não ocorreu. São grandes as possibilidades de dar continuidade ao trabalho em 2018. Estamos nos mexendo para isso. Já iniciamos um trabalho nesse sentido, buscando programação, planejamento e tudo o que é inerente a uma equipe que inicia uma temporada.
O Atlético pretende diminuir os gastos, mas quer manter um time competitivo. Você já detectou falhas e aspectos positivos do grupo? Do que a equipe precisa em 2018?
Temos um jogo decisivo e não seria inteligente abordar esse assunto com profundidade. Temos necessidades de modificações. Não há nada definido. Tem coisas mais adiantadas, outras não. Tentaremos dar corpo a isso para que, a partir de 4 de janeiro, realmente a gente tenha outra concepção.
O que muda se o Atlético não se classificar à Libertadores?
O Atlético vem numa sequência de cinco anos disputando a Libertadores. Seria muito bom do ponto de vista motivacional para o clube e a torcida continuarmos lá. Mas, se não conseguirmos, temos que ver isso com autoridade e clareza, sabendo que o futebol é cíclico. Me lembro de quando o Atlético foi campeão da Libertadores em 2013. Era outra história, outro time, o elenco era 85% diferente. A gente tem de buscar a experiência anterior, aliar às condições atuais e partir para um novo cíclico. As equipes se renovam e buscam seus objetivos, mas, em algum momento, não os conseguem. É um momento de de retomar posições, juntar os cacos e partir para outra.
Antes de firmar contrato, como você acompanhou o Atlético no período de instabilidade?
Estava no Oriente Médio, mas vi que o time estava bem, ganhou o Campeonato Mineiro... Assisti a alguns jogos da equipe. Era um time bom e promissor, mas ao longo do ano não conseguiu manter o nível no Brasileiro e na Libertadores. Acredito que a continuidade do Roger (Machado) daria resultado, pela capacidade do treinador. Mas, infelizmente, a situação ficou insuportável e as mudanças ocorreram. Agora é utilizar a experiência para remodelar e ter outra atitude na temporada.
Assumir o Atlético nessa situação foi uma das tarefas mais difíceis desde que voltou do Japão?
Pegar no meio do caminho, trocar o pneu com carro em momento é sempre difícil. Tive outras situações parecidas com essa recentemente. É sempre muito difícil, porque há trabalhos que vêm sendo desenvolvidos, jogador se submetendo a determinadas situações e você tem de modificar. Preferencialmente, gosto de iniciar uma temporada. Mas, dando continuidade no ano que vem, esse lastro obtido nesses dois meses serão muito úteis. Primeiro, na composição do elenco. Depois, na continuidade que o trabalho terá, mesmo que ele tenha sido pego numa fase avançada. Tenho um conhecimento do clube e do Atlético.
Você pegou uma equipe muito desmotivada devido a uma série de insucessos e troca de treinadores. Trabalhar o lado emocional tem sido a sua principal contribuição no Atlético?
Fico numa situação delicada. Estiveram dois outros companheiros aqui antes de mim. O Roger foi meu jogador, pessoa por quem tenho consideração, e que é um profissional de muito talento. E Micale também tem meu respeito, tem alto nível porque é o único brasileiro detentor de uma medalha de ouro nas Olimpíadas. As coisas não andaram da maneira que eles pretendiam e que o Atlético pretendia. Mas, por outro lado, a partir do momento em que pisei aqui, procurei evidenciar os valores em uma equipe que quer vencer, que quer competir de igual para igual. Detectei coisas e detalhes individuais, procurando mobilizar. E é nesse sentido que estou trabalhando quando cheguei aqui.
As mudanças táticas também são muito evidentes. O principal caso é o de Robinho, que tem funções diferentes quando a equipe ataca (no 4-2-3-1) e quando defende (no 4-4-2). Como você chegou à definição do posicionamento do jogador?
É a terceira vez que eu trabalho com o Robinho. Na primeira, ele tinha 22 anos. Na segunda, ele tinha 30. E agora está com 33. É um jogador que, com a experiência acumulada e a mudança física, ele teve que passar por adaptações. Quando jogava em 2005, atuava pelo lado esquerdo, com liberdade. Hoje, inteligentemente, ele se sente melhor do lado esquerdo, mas não inicia, nem termina lá, porque a exigência do jogador é muito grande. Ele ainda tem talento, mas precisa se adequar às circunstâncias da equipe. Tentei adaptá-lo numa outra situação, mas sempre que possível ele ir para onde se sente confortável para definir as jogadas.
No seu planejamento, ele fica em 2018?
Ele está inserido no planejamento. EstoU torcendo muito para que as coisas acabem de maneira favorável, que ele renove seu contrato.
Em sua chegada, você disse que era difícil montar um time com as características da equipe dirigida por Cuca em 2013, devido às características dos jogadores. Mas, desde então, o time teve evolução ofensiva sob seu comando, marcando 21 gols em 12 jogos no Campeonato Brasileiro. Esse será o DNA do Atlético em 2018?
A ideia é dar continuidade. Temos de aproveitar o lastro desses dois meses, continuar com a equipe competitiva. É preciso continuar solidificando a defesa e manter a agressividade do ataque.
O ambiente político do Atlético se agitou nos últimos dias. Esse período de eleições prejudica o dia a dia do grupo?
Já participei de outros clubes com essa situação, com iminência de pleito eleitoral e decisões a serem tomadas. Mas nunca estive em um ambiente tão tranquilo. A política não está sendo aspirada pelo grupo. As coisas transcorrem com naturalidade. Vai ter continuidade no trabalho com calma e sem atropelos.
Você preza pela longevidade dos treinadores e vem de uma série de trabalhos interrompidos em clubes anteriores. Se não fossem as demissões, seu currículo de títulos poderia ser mais rico?
Não tenho a menor dúvida. Trabalhei cinco anos no Japão e voltei porque quis. Lá, ganhamos nove títulos, porque o trabalho teve confiança. Eu estive no Botafogo, onde trabalhei por dois anos e ganhamos o Carioca, nos classificamos para a Libertadores, revelamos mais de 15 jogadores e colocamos no cofre uma quantia bem grande de dinheiro. Depois disso, por questões políticas, egoístas ou de egos, meus trabalhos foram interrompidos de forma inexplicável e eu não consegui dar continuidade. Não dá para trabalhar dois meses, como ocorreu no Corinthians. E a promessa era que eu ficasse em 2017, como vou fazer aqui no Atlético. No Flamengo, foi a mesma coisa. No Palmeiras, foi algo parecido, com característica de cada clube ou dirigente. Tenho minha forma de ser, que não é de criar problema com dirigente. Sou muito disciplinado, aceito hierarquia, mas tenho posições definidas. Não aceito algumas coisas que as pessoas querem fazer. E há um rompimento, que estoura sempre para o lado do treinador. Nunca vi alguém tirar 40 jogadores, nem tirar um presidente. Sempre optam pelo treinador. Tenho orgulho disso, porque não deixei levar.
Edesio Ferreira/EM Apesar de indefinições políticas do Atlético, Oswaldo de Oliveira participa do planejamento para 2018
E o caso do Sport? É um caso um pouco diferente.
Foi, foi diferente. O Sport… Eu recebi o convite do Corinthians. Pedi para o presidente do Corinthians ligar para o presidente do Sport. Mas, de qualquer maneira, eu já sabia que eles (do Sport) não iriam dar continuidade ao meu trabalho no ano seguinte.
Era um sentimento ou algo que comunicaram a você?
Eu perguntei a eles e eles não sabiam dizer. Diziam que dependiam da eleição. E nós já sabíamos quem ia ser eleito. Nos corredores, já sabia que eles tinham vontade de trocar, porque diziam que meu salário era muito alto. Depois, aconteceram algumas coisas como: três jogadores foram afastados sem que eu fosse consultado. Entendeu? Isso era uma demonstração muito clara de que eu deveria buscar uma outra alternativa.
Você se arrepende disso?
Não. Não me arrependo de nada. Fiz tudo o que eu tinha que fazer mesmo. Acho que o arrependimento deve estar batendo em outras portas.
Como você tem se adequado à nova realidade de treinadores mais jovens?
A minha realidade é a mesma deles. Tenho 42 anos de carreira. Estou como treinador a partir de 1999, definitivamente. Mas eu acumulo uma experiência muito grande. Desses 42 anos, exatamente 22 anos e meio foram fora do Brasil, me confrontando com outras escolas, com outros treinadores. Um exemplo: em 2014, na Copa do Mundo, tinham três treinadores que foram meus adversários no Japão. E eu costumava vencê-los. E estavam aqui dirigindo equipes na Copa do Mundo. Eu ganhei nove títulos no Japão. Então é claro que eu ganhei do time desses caras. E os novos são excelentes. Eu conheço bem quase todos. O Roger (Machado) foi meu jogador. O Jair Ventura foi meu auxiliar dois anos. O Zé Ricardo trabalhou comigo no Flamengo, embora tenha sido na base. O (Fábio) Carille, eu estive dois meses com ele no Corinthians. São pessoas que eu conheço e são excelentes. Vão ser excelentes treinadores no futuro. Mas eu estou aí, ombro a ombro com eles. Jogando de igual para igual, como eu joguei domingo lá (em Itaquera), como eu joguei aqui contra o Jair há pouco tempo. Estamos aí disputando espaços, disputando mercado, com a maior lealdade. Me relaciono com eles. São meus amigos. O Jair, nós já viajamos juntos, trocamos sempre ideia. É tudo muito natural. Eu não vejo nenhuma separação. Aqui no Brasil, infelizmente, as pessoas querem fazer uma barreira, querem separar, criar um estilo diferente. Não há estilo diferente. Eu e o Jair sempre trocamos ideias, porque fomos contemporâneos no mesmo clube. Nós nos ajudamos muito. Não vejo barreira. Sou mais velho, mais experiente. Mas me considero ativo, com disposição para trabalhar não sei mais quanto tempo.
Como foi seu período de trabalho no Japão?
Sempre digo o seguinte: fui ao Japão ensinar, e aprendi. Com uma semana de trabalho, nós estávamos no Sul do Japão, que é um pouquinho mais quente, reuni minha comissão técnica e disse: nós vamos ganhar tudo no Japão. Por quê? Porque os caras aqui fazem o que a gente manda. São disciplinados ao extremo. Entenda a diferença: eles não têm a formação do nosso jogador. O nosso jogador é a melhor formação do mundo. Nós temos 5 mil jogadores nossos jogando no mundo inteiro. Todo lugar que eu vou: no Vietnã, na Malásia, na Tailândia, no Catar a gente encontra jogador brasileiro. Ninguém forma e exporta mais jogador que o Brasil. Agora, formar pessoas é diferente. E nisso eu senti muita diferença. Os caras são disciplinados e obedientes. Tudo o que eu pedia para fazer, eles faziam na hora. Porque estão acostumados a fazer tarefas, a cumprir tarefas. O dia que o Brasil não estiver mais agredindo professor na sala de aula, nós vamos melhorar muito. Essa é a diferença que eu quero estabelecer aqui com vocês. Sabe? Não é demérito nenhum a nosso jogador. É demérito à nossa formação. As pessoas aqui são diferentes das pessoas de outras partes do mundo.
O jogador brasileiro mudou de 1999 para hoje?
Em 1999, já estava muito diferente, já estava muito melhor. Eu peguei em 1975 quando eu comecei. Houve uma evolução muito grande. O jogador, hoje, é muito mais profissional, se cuida muito mais. Jogador, hoje, tem personal trainer, tem nutrólogo, muitas vezes tem acompanhamento psicológico. Coisas que muitas vezes a gente não sabe. Mas os caras estão se cuidando, estão buscando. Eles têm assessoria de imprensa, vocês (jornalistas) sabem disso. Eles têm agente. Os caras se cuidam muito mais hoje. São muito mais profissionais do que eram 20 ou 30 anos atrás.
No Atlético você enfrentou casos como o atraso de Cazares, por exemplo… Como é seu relacionamento com jogadores nesse sentido?
Todo mundo se refere muito a isso como uma valência minha, uma virtude. Costumo dizer o seguinte. Isso é tudo muito espontâneo. Não faço o menor sacrifício. É uma coisa que emana da minha personalidade.
Você sempre foi assim?
Sempre fui assim. É lógico: hoje, eu sou muito melhor, porque eu trabalho há mais tempo nisso, acumulo experiência. É claro que o que eu aprendi durante a minha carreira, hoje me ajuda sobremaneira. Não tenha dúvida disso. Mas, por exemplo: no Japão também acontecem esses casos. Lá, jogador também é cobrado. Eu tive um jogador que foi suspenso por um ano porque teve uma vez que estava dirigindo embriagado. Aqui, talvez não acontecesse nada. As pessoas, talvez, passassem a mão pela cabeça. Mas lá é duro para caramba. Um jogador meu, uma vez, acordou cinco minutos atrasado. Chegou na reunião… O cara só faltou chorar me pedindo desculpas. Eu falei: ‘Cara, não se preocupe. Isso acontece. Pode acontecer comigo até’. Entende? É uma relação muito tênue. A gente tem que ter muito cuidado com isso.
Você é amigo dos seus jogadores?
Sou. De alguns sou mais amigos. Porque a gente convive muito tempo. Não tem como não ficar amigo. A gente convive. Eu fico amigo de alguns jogadores. Eu sou amigo. Alguns jogadores frequentam minha casa. Ex-jogadores, principalmente. Vão na minha casa. Entendeu? É uma relação em que a gente está junto todo dia. Muitas vezes você está mais junto com a equipe do que com a sua família, do tanto que viaja para lá e para cá. Semana passada, por exemplo, nós… O ‘senão’ é porque eu estava no Rio de Janeiro, estava na minha casa. Mas a gente saiu de Salvador para o Rio de Janeiro. A gente ficou muito tempo junto. Isso é normal de acontecer. É uma coisa que eu sempre exalto entre eles. É necessário cultivar essa relação, porque une as pessoas. E, quando se trata de equipe, isso é muito necessário.
Qual sua expectativa para a ‘decisão’ de domingo? E sua mensagem para a torcida?
Esse é um jogo decisivo para nós, embora a gente dependa de outros resultados. Mas, se nós não fizermos a nossa parte, a gente pode até se arrepender. Então nós precisamos estar muito devotados, muito conscientes para vencer essa partida. Venha o Grêmio da maneira que eles vierem… Isso não nos interessa. O que nos interessa muito é a nossa postura. É o que eu estou tentando inserir aqui na nossa equipe. É a mesma coisa com relação à torcida. É a despedida da temporada. Nós precisamos terminar isso por cima, deixar um legado de vitória para o ano que vem, independentemente de classificação ou não. É claro: a classificação é almejada. É o nosso objetivo. Mas nós queremos muito terminar bem para iniciar bem o ano que vem.
Como tem sido sua vida em Belo Horizonte? Já tem residência fixa?
Não tenho. Eu estou morando em um hotel por enquanto. No ano que vem, ficando, vou conseguir um apartamento. Estou ficando muito aqui (na Cidade do Galo), porque aqui eu estou mais próximo, estou vendo tudo, durmo aqui às vezes. Quando treina de manhã, prefiro ficar aqui do que lá no Centro. Hoje (quarta-feira, dia da entrevista), eu vou, porque vou assistir Dori Caymmi e Zé Renato, no Sesc Palladium…
E a final da Libertadores (que ainda não tinha ocorrido)?
Não vou ver, porque é na hora do show. Vejo o videotape, né… (risos). Eu tenho interesse em ver, mas não é uma coisa eminente não. Posso ver depois.
Como é sua relação com a música?
Eu adoro. Algumas pessoas falam assim: ‘Oswaldo, você gosta tanto de música. Você toca algum instrumento?’. Eu digo: ‘Não, eu não toco nada. Eu ouço bem’. Tem gente que toca bem. Eu ouço bem.
Tem muitos ídolos?
Tenho. Muitos. Mineiros, claro. Toninho Horta, Fernando Brant, o Milton (Nascimento), que é meio carioca, meio mineiro. (Flávio) Venturini, essa turma… Beto Guedes, eu sou apaixonado por tudo do Beto Guedes. Aquela turma do Clube da Esquina faz parte da minha vida. É uma coisa que fala muito fundo. Eu sou apaixonado por eles.
E a culinária?
Minha mãe é mineira, minha mãe é mineira… Ela fazia muito tutuzinho, aqueles ensopadinhos de jiló e quiabo. Eu sou amarrado até hoje.
Como tem sido a relação com os torcedores?
Muito boa. Muito legal. Onde eu vou, a torcida do Galo tem sido bacana comigo. Eu estou muito feliz aqui. Por isso também, mas eu estou muito feliz em Belo Horizonte.
A saudade da família não interfere?
Interfere. Mas, sempre que dá, eu escapo. Fica a 40 minutos do Rio.
Dá uma folga na segunda, na terça…
Isso (risos). Então eu vou até lá ou eles vêm aqui. Treinador não pode mudar a família. Você tira o filho da escola, coloca numa escola aqui e, daqui a três meses você vai embora. Então como é que fica?
Você tem três filhos, não é?
Três filhos. Dois do primeiro casamento e um no segundo. Tenho dois filhos mais velhos. Minha filha tem 33 anos, meu filho que trabalha no Palmeiras… Os caras falaram: ‘Você vai embora, mas ele fica’. Tem 30 anos o Gabriel. E eu tenho o Guilherme, de 11. Fez 11 semana passada.
Já visitou pontos turísticos de BH?
Outro dia a gente foi a um restaurante. Tem um museu muito bacana, que conta a história da cidade, a geografia, como a cidade foi criada. Achei um barato aqui. Foi a nossa sobremesa… Foi a nossa entrada, porque a gente teve que esperar um pouquinho para ter mesa. E, quando terminamos o almoço, foi naquele domingo que não teve jogo - e minha família veio aqui. A gente teve um domingo agradabilíssimo.
Já teve ‘coragem’ de enfrentar a correria do Mercado Central?
Não tive. Eu quero muito ir. Não foi nem questão de coragem. É tempo mesmo, por causa do trabalho. Não tenho conseguido escapar muito. Estou morando em frente ao shopping. De vez em quando vou à livraria e tal, compro um CD, alguma coisa.
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