sábado, 1 de julho de 2017
"Toco y me voy": Galo constrói maioria dos gols com coletividade e assistências
Das 67 vezes que o Galo balançou as redes adversárias no ano, 47 vieram com assistências; jogadores destacam estilo do time e do elenco
Em dias de futebol com cada vez mais individualidades, o Atlético-MG da temporada 2017 foge um pouco desse padrão e constrói a maioria dos seus gols em jogadas trabalhadas pelo elenco. Das 67 vezes que o Galo balançou as redes adversárias no ano, 47 vieram com assistência de algum companheiro - isso contando jogadas de bola parada, como escanteios e faltas.
O gol marcado na vitória por 1 a 0, sobre o Botafogo, foi um bom exemplo de como o Atlético-MG vem construindo suas jogadas e trabalhando a bola até chegar ao gol. Após recuperar a posse em tiro de meta de Gatito Fernandez, o time foi tocando a bola até Robinho encontrar Cazares, que dominou ajeitando para marcar. Contra o São Paulo, um dos gols também saiu de uma bonita troca de passes.
Na temporada, o líder de assistências é o meia Cazares, com 12, que chega às vésperas do clássico contra o Cruzeiro, neste domingo, às 16h (de Brasília), no Independência, vivendo seu melhor momento do ano. Além do equatoriano, Robinho também vem de uma grande partida contra o Botafogo e mostrou seu poder de decisão no jogo da final do mineiro, quando abriu o placar.
Na opinião dos jogadores do Atlético-MG, o alto número de jogadas coletivas, resultando em assistências para os gols, se deve à qualidade e estilo de jogo dos homens de frente. Fábio Santos, por exemplo, vê o toque de bola da equipe como fundamental.
- É a característica dos jogadores. Nós temos jogadores leves na frente, que gostam desse toque de aproximação. São jogadores decisivos, que a todo instante estão criando situações de gol, gostam de aproximar e finalizar.
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O volante Adilson ressalta também o trabalho do time nas bolas paradas, onde o Galo faz poucos gols, mas também leva poucos gols. Além desse fator, o volante citou a característica do Atlético-MG para os gols saíram de jogadas trabalhadas.
- A gente treina bastante, defensivamente e ofensivamente. Eu nem lembro, desde que eu estou aqui, de tomarmos um gol de bola parada. É um fator bem positivo. De acontecer os gols, talvez não seja a melhor característica do nosso time. Pelo meu entendimento, a gente tem muita qualidade de jogo com a bola rolando. Talvez não estejam fazendo tanta falta. Eles vão acontecer menos, pela característica do nosso time. Claro que em algum momento ela (bola parada) pode nos ajudar, e eu espero que aconteça no momento importante, que seja um gol de um título - completou o volante.
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