terça-feira, 3 de setembro de 2019
Rui Costa comenta chegada do goleiro Wilson
Publicado 03 de Setembro de 2019 às 15:09.
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O diretor de futebol do Atlético, Rui Costa, concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, na Cidade do Galo, e comentou a chegada do goleiro Wilson, que estava no Coritiba e realiza exames médicos para acertar sua vinda ao Galo.
“O Wilson vem realmente, está fazendo exames aqui em Belo Horizonte. Vínhamos conversando com ele há dez dias, em função de fatos muito objetivos. O Atlético tem uma escola de goleiros de altíssimo nível, um trabalho muito qualificado, e não é à toa que tínhamos cinco goleiros aqui e quatro são da base. Mas, por questões que fogem ao controle do gestor, da comissão técnica, do preparador de goleiros, tivemos uma série de situações que impediram que esses goleiros tivessem na sua plenitude, seja à disposição para jogar, seja na sua plenitude, que é o caso do Victor”, disse o diretor.
ENTREVISTA COMPLETA DE RUI COSTA
“O Uilson não joga futebol esse ano e o Michael só estará apto a jogar no ano que vem. O Cleiton está sendo convocado e tudo indica que essas convocações serão uma regra, e o Victor vem num processo de transição, de tentativa de voltar em alto nível, já há quase 35 dias. Tenho recebido relatos semanais do departamento médico e da preparação de goleiros. O Victor é um profissional que é capaz de querer jogar com fratura na perna. Então, se dependesse da vontade dele, ele estaria em campo. Mas temos que ter respeito pelo atleta, pelo ser humano e pela história que ele tem aqui no clube. O Victor precisa de tempo para estar em perfeitas condições de praticar sua atividade profissional. Diante desse quadro, em que você tinha cinco goleiros e você tem, hoje, neste momento, praticamente um goleiro, que é um jovem e não fez ainda nenhuma partida pelo Atlético, nos vimos na obrigação profissional de trazer um goleiro experiente, que pudesse, da maneira mais rápida possível, nos atender neste momento circunstancial. E por que o Wilson? Porque reúne as qualidades para preencher essa lacuna e manifestou muita vontade de vir ao Atlético, entende que é um crescimento na carreira dele, e porque aceitou a nossa proposta de um contato de quatro meses. Dificilmente, você traria um goleiro do nível dele por com um contrato por esse período”, acrescentou.
Rui Costa revelou que o Atlético pediu a desconvocação de Cleiton para a CBF e que a solicitação foi negada pela entidade que comanda o futebol brasileiro.
“Já tínhamos a informação de que o Cleiton seria convocado. Então, antes mesmo do ato oficial da convocação, entrei em contato pessoalmente com os profissionais responsáveis por essas convocações, explicando a eles, de forma muito objetiva, que tínhamos uma preocupação muito grande porque o Victor passava por um processo de transição e o Michael só jogará no ano que vem, teve uma fratura. Tínhamos a preocupação com a ausência do Cleiton porque não tínhamos, ainda, uma situação encaminhada de contratação de goleiro porque achávamos que, naquele momento, não era necessário. A informação que tivemos é que ele seria convocado sim e que não haveria nenhuma possibilidade de desconvocação. Não bastasse isso, consultamos o nosso jurídico, a posição do nosso jurídico não é exatamente a mesma da entidade que convocou, mas fizemos uma avaliação e entendemos que, por mais risco que pudéssemos correr, solicitar a desconvocação, a exemplo de outros clubes que fizeram e não conseguiram utilizar seus jogadores. Diante de todo esse quadro, entendemos que não valeria a pena continuar com essa briga. Conversei com os representantes do Cleiton e percebi que, para ele, é algo muito importante estar nesse processo de inserção em uma seleção, que pode vir a disputar uma Olimpíada. Então, pedimos a liberação e não nos foi concedida, com a alegação que assim seria com todas as equipes que tivesses atletas convocados”, destacou.
O diretor concluiu detalhando a situação do goleiro Victor.
“O Victor tem uma tendinite e, diferentemente do que ocorre com as pessoas que não são atletas, ela tem uma repercussão muito mais grave, impõe uma limitação muito mais severa. Ele vem fazendo um protocolo diário, quase que em três turnos, para poder ir para campo. Vai para campo, melhora, aumenta a intensidade do treino e sente a dor de novo. E essa dor limita o trabalho que ele precisa fazer para voltar a se condicionar. O Victor está fora do jogo desse fim de semana, está vetado para jogar contra o Botafogo. A situação que ele enfrenta, hoje, aliás, com muita dedicação e profissionalismo, não é de intervenção cirúrgica, segundo os nossos médicos. Assim que ele tiver condições de treinar em alto nível, ele volta a jogar futebol”.
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