domingo, 14 de outubro de 2018
Ricardo Oliveira: a longevidade alimentada por gols
Aos 38, centroavante amplia números pessoais, chega a 700 jogos e mostra que idade pode ser sinônimo de bola na rede
Thiago Nogueira
12/09/18 - 08h00
Com 18 anos de carreira profissional, Ricardo Oliveira chegou, na última segunda-feira, contra o Atlético-PR, à impressionante marca de 700 partidas na carreira. Mas, para um centroavante, não basta jogar: tem que comparecer sempre e empurrar a bola para as redes. São 366 gols na carreira, o último assinalado justamente na partida contra o Furacão, depois de amargar um jejum de cinco jogos pelo Galo.
Embora não seja possível compará-lo a lendas do futebol mundial, como Pelé, Zico e Romário – que estão à frente do Pastor em número de jogos, gols e relevância –, pode-se atribuir a Ricardo Oliveira uma característica comum aos craques: a quantidade de gols marcados contribui diretamente para a extensão da vida útil de um goleador. Aos 38 anos e em plena forma física, o atacante ampliou seu contrato com o Atlético recentemente e ficará no clube até o fim de 2020, quando já terá superado a barreira dos 40 anos.
“É muito importante estar marcando, por aquilo que a gente fez durante a carreira, por estar fazendo aqui, no Atlético, e por estar há cinco jogos sem marcar”, destacou Ricardo Oliveira. Para se ter uma ideia, os principais artilheiros do Brasil na temporada estão na casa dos 20 anos. Líder no quesito, Gustavo, 24, do Fortaleza, soma 26 gols. Gabigol, 22, do Santos, é o artilheiro da Série A, com 12, apenas dois a mais que Ricardo Oliveira.
Incomparável
Pelé. Jogou até os 37 anos, fez 1.363 partidas e marcou 1.281 gols, média de 0,93 por jogo. Levantamento é controverso, porque considera partidas não oficiais. Oficialmente, seriam 757 gols assinalados.
Romário. O Baixinho só parou aos 42 anos e diz ter chegado à marca de 1.002 gols na carreira. O número, porém, considera jogos festivos e nas categorias de base. Oficialmente, foram 762 gols, o que lhe daria a marca de maior artilheiro da história do futebol, segundo a revista “El Gráfico”, da Argentina.
Zico. Estendeu a carreira ao máximo, até 41 anos. Foram 779 jogos e 533 gols marcados, uma média de 0,68.
Ronaldo. O ‘Fenômeno’ teve uma carreira mais breve, pendurando as chuteiras aos 34 anos. Foram 617 jogos e 414 gols marcados, média de 0,67 por partida.
Pastor
Portuguesa. 85 jogos, 51 gols Valência. 33 jogos, 10 gols
Betis. 70 jogos, 38 gols
Milan. 33 jogos, 4 gols
Zaragoza. 61 jogos, 30 gols
São Paulo. 51 jogos, 21 gols
Seleção. 18 jogos, 6 gols
Al Jazira. 120 jogos, 91 gols
Al Wasl. 12 jogos, 4 gols
Santos. 173 jogos, 92 gols
Atlético. 44 jogos, 19 gols
TOTAL. 700 jogos, 366 gols
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