sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Ainda dá para fazer bonito em casa
Galo quer aproveitar vitória no clássico para amenizar péssimo retrospecto como mandante nesta temporada
PUBLICADO EM 29/10/17 - 03h00
Bruno Trindade
Nos últimos anos do Brasileiro, principalmente em 2012 e em 2015, quando foi vice-campeão, o Atlético lamentou o desempenho ruim fora de casa. Nos anos em que terminou em segundo, uma campanha mais regular como visitante poderia ter dado ao clube o título da competição, encerrando o longo jejum, que já dura 46 anos – pois sua primeira e única conquista foi em 1971.
Em 2017, o alvinegro, finalmente, conseguiu se transformar em um visitante indigesto. O time só não é melhor que o Corinthians jogando fora de casa, com um retrospecto de sete vitórias, cinco empates e três derrotas.
No entanto, diferentemente dos últimos anos, o Atlético acabou perdendo sua força em casa. A campanha é a terceira pior como mandante, desempenho que deixou o clube, em parte da disputa, próximo à temida zona de rebaixamento. No duelo deste domingo (29) contra o Botafogo, às 17h, no Independência, pela 31ª rodada, o Galo quer começar a mudar essa história, voltar a mostrar força em casa e derrubar um adversário direto na luta por uma das vagas na Libertadores. O Fogão, sexto colocado, tem seis pontos a mais do que os mineiros, que estão em décimo.
Diante dessa instabilidade de atuações em seus domínios, os jogadores esperam que a equipe consiga tirar lições das atuações fora para repeti-las em casa. “A forma como a gente tem jogado fora de casa tem que ser um pouco levada para os jogos que vamos fazer no Independência. Temos que ter um pouco mais de paciência, de organização, às vezes ficar um pouco menos ansiosos. Acho que, em casa, estamos pecando muito pela ansiedade, querendo resolver as coisas de qualquer forma. E, no futebol, a gente sabe que não é assim. Então temos que tirar como aprendizado os jogos que a gente tem feito fora para poder evoluir também como mandante”, diz o goleiro Victor.
O zagueiro e capitão Leonardo Silva acredita que a boa vitória no clássico trará confiança para o Galo voltar a mostrar força como mandante. Só assim, segundo o defensor, a equipe conseguirá lutar por vaga na Copa Libertadores. “É o objetivo (vaga na Libertadores). Temos que manter isso como objetivo e fazer o resultado em casa. Nós perdemos muitos pontos em casa, o que está dando essa diferença de pontos na classificação. É aproveitar essa vitória, fora de casa, no clássico, para chegar em casa e fazer um grande jogo, continuar evoluindo para conseguir uma sequência de vitórias e subir na tabela”.
Já o lateral-direito Marcos Rocha pede foco do começo ao fim para escrever uma história diferente no Horto. “Temos que continuar focados, respeitar o que o Oswaldo vai pedir, tentar neutralizar a equipe adversária, marcar forte e, nas oportunidades que tivermos, fazer os gols, além de não deixar o desempenho cair”, afirma Rocha.
Dois bons motivos para respeitar o Botafogo
O Atlético entra em campo este domingo somente com um pensamento: vencer o Botafogo para dar mais um passo rumo à vaga na Libertadores de 2018. Só que não será nada fácil. Além de ser um adversário direto, o Fogão é um dos maiores carrascos do Galo, pois eliminou os mineiros nas últimas seis vezes em que eles se encontraram em mata-matas – duas vezes na Sul-Americana, em 2008 e 2011, e quatro vezes na Copa do Brasil, em 2007, 2008, 2013 e 2017.
Se isso não bastasse, o clube da estrela solitária, segundo análise do técnico Oswaldo de Oliveira, é o time mais organizado e equilibrado da Série A. “Todos os times do Brasileiro oscilaram. Isso acontece. A proximidade dos jogos e o aperto do calendário te obrigam a fazer escolhas. Isso ficou claro na atuação do Grêmio contra o Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores. Fez uma grande partida. Esse foi o Grêmio que vi no início do campeonato, como vi o Corinthians, a Chapecoense, que chegou a ser líder. Todas as equipes fizeram essa viagem (de oscilações). Mas o Botafogo foi o time mais equilibrado o tempo todo”.
“Tirando as eliminações que eles tiveram na Libertadores e na Copa do Brasil, eles estão muito bem, vendem caro as derrotas. É o time mais competitivo do Brasileiro, com nível de confiança muito alto e exibindo uma situação tática muito boa. É uma das equipes mais difíceis de ser superada”, completa.
26
pontos como visitante obteve o Atlético no Brasileiro, com sete vitórias
15
pontos somou o Galo como mandante, vencendo apenas quatro jogos
Noite na concentração
Após atrasar-se em quase duas horas para o treinamento dessa sexta-feira, o penúltimo antes do desafio do Galo frente ao Botafogo, no Independência, o meia equatoriano Cazares teve sua concentração antecipada. Por determinação da diretoria do Atlético, ele passou a noite no hotel da Cidade do Galo e participou normalmente das atividades deste sábado (28) no CT.
O jogador já havia postado em suas redes sociais uma foto no local ao lado de um dos seguranças do Galo. Por conta do atraso, Cazares perdeu também a titularidade no jogo contra o time carioca. Em seu lugar, o técnico Oswaldo de Oliveira optou pela utilização de Otero. Curiosamente, Robinho foi indagado sobre a situação do companheiro. O camisa 7 até brincou que “amarraria” o equatoriano na Cidade do Galo para evitar mais atrasos. “(Risos). O Cazares é um grande jogador. De vez em quando… De vez em sempre ele perde a hora (risos). Mas ele tem que ser profissional”, disse Robinho. “A gente sabe que, hoje em dia, tem que ser pontual. A gente não é muito de ficar enchendo o saco com isso, mas ele tem que ser profissional, até porque é um jogador muito importante para nós”, encerrou.
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