sábado, 23 de julho de 2016
CLÁSSICO
Emoção de estreantes
Em seu primeiro clássico, Aguirre e Deivid levam a campo a experiência de duelos por outras equipes e como jogadores. Ambos exaltam o valor pessoal e coletivo do triunfo
postado em 26/03/2016 11:00 / atualizado em 26/03/2016 09:11
Paulo Galvão /Estado de Minas
EM DA PRESS
O primeiro clássico entre Atlético e Cruzeiro em 2016, amanhã, às 11h, no Independência, vai confrontar treinadores que, mesmo em estágios diferentes na carreira, têm em comum o fato de estrear no mais tradicional jogo de Minas Gerais. Tanto o atleticano Diego Aguirre, que já carrega boa bagagem como técnico, quanto o cruzeirense Deivid, que acaba de se iniciar na profissão, comandam os times pela primeira vez no principal duelo mineiro.
Ambos comungam o fato de terem sido jogadores de destaque. Enquanto o uruguaio defendeu equipes como Peñarol, a italiana Fiorentina, o grego Olympiacos, o argentino Independiente e os brasileiros Internacional e São Paulo, o brasileiro atuou por Santos, Corinthians e Flamengo, além do próprio Cruzeiro, e também pelo francês Bordeaux, o português Sporting e o turco Fenerbahce.
Com tanta experiência, é natural que encarem o confronto com naturalidade, ainda que não neguem seu caráter especial. Principalmente Aguirre, que disputou clássicos não só como jogador, mas também comandando equipes como Peñarol, Alianza Lima-PER e o Internacional.
Agora, espera começar a escrever uma história vitoriosa no comando do Galo. “A expectativa é muito grande, porque eu sei o que significam os clássicos. Eu quero ganhar. É o sentimento que eu tenho e estou com confiança no time, nos jogadores”, declara Aguirre, de 50 anos e que iniciou a carreira como treinador em 2002, três anos depois de parar de jogar, assumindo o Plaza Colonia-URU.
Se nunca foi treinador no maior duelo das Alterosas, ele traz consigo experiência em outros locais – pelo Inter, dois empates uma vitória sobre o Grêmio; pelo Peñarol, cinco triunfos, cinco empates e sete derrotas para o Nacional. Por isso, sabe da responsabilidade. “Tive a sorte de estar em muitos clássicos, alguns tão importantes como este. Sei o que sente a cidade, o torcedor. E, para mim, é muito especial. Assim como os torcedores e os jogadores querem ganhar, eu também quero. É especial. Se você ganha, as coisas vão melhorando, o time pega confiança. Talvez seja o jogo mais importante até agora. Nosso objetivo é ganhar o Mineiro e, para isso, a melhor oportunidade é ganhar o clássico em casa e ficar na primeira posição, que é muito importante.”
NOVATO Já Deivid começou a carreira como treinador em dezembro, substituindo Mano Menezes no comando da Raposa, e vai para seu primeiro clássico. Para suprir a falta de vivência como comandante, ele recorre à vasta experiência dentro de campo.
“Tem duas semanas que venho conversando com os jogadores sobre o clássico. Como jogador, participei de alguns dos maiores do mundo e também do Brasil, como Fenerbahce x Galatassaray, Flamengo x Fluminense, Flamengo x Vasco, Flamengo x Botafogo, Santos x Corinthians, Santos x Palmeiras, Santos x São Paulo, Corinthians x Santos, Corinthians x São Paulo, Corinthians x Palmeiras. É um jogo diferente, que você pode sair como herói ou vilão”, afirma o treinador, de 36 anos, que logo que se apresentou à Toca da Raposa II como jogador, em 2003, já sentiu o que é o clássico mineiro. “Cheguei no fim de janeiro, mas seguraram para quem minha estreia fosse contra o Atlético (em 15 de fevereiro). Falei principalmente para os argentinos que quem fizer gol vai entrar para a história do clube. Trata-se de um jogo que para a cidade. Acredito que estamos preparados (para sair vencedor amanhã).”
Ele tem a favor o bom retrospecto contra o Galo. Em 12 jogos, conquistou nove vitórias sobre o rival, além de ter empatado três vezes. Para completar, marcou 10 gols com as camisas de Santos, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo e até Coritiba.
Deivid também está invicto como integrante de comissão técnica. No ano passado, ele era assistente técnico de Vanderlei Luxemburgo na primeira vitória celeste no “novo” Independência. “O que fizemos naquela ocasião foi perguntar aos jogadores se era proibido ganhar do Atlético no Independência. Acabamos conseguindo vencer por 3 a 1. Agora, vamos lá para jogar futebol, e que vença o melhor. Estamos trabalhando para que seja a gente.”
OS COMANDANTES EM NÚMEROS
Diego Aguirre
17
jogos (2 amistosos)
10
vitórias
4
empates
3
derrotas
28
gols marcados
10
gols sofridos
66,6%
de aproveitamento
Deivid
12
jogos
8
vitórias
3
empates
1
derrota
20
gols marcados
10
gols sofridos
75%
de aproveitamento
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