domingo, 7 de janeiro de 2018
Hora de lapidar: base do Atlético é um dos pilares do planejamento da nova diretoria
Jovens promessas são armas para clube montar um grupo forte
Lilian Monteiro /Estado de Minas
postado em 07/01/2018 13:28 / atualizado em 07/01/2018 13:55
O rei, Reinaldo, Cerezo, Paulo Isidoro, Marcelo, Sérgio Araújo... Uma das marcas na história do Atlético é ser conhecido pela força da base e por resgatar jogadores desacreditados e em baixa na carreira. O olhar atento para descobrir talentos teve a grande marca na década de 1980, com os craques citados. A safra já não é a mesma, a colheita é escassa e o investimento nas categorias de base oscilou ao longo de administrações distintas. Recentemente, pode-se citar como revelações o atacante Bernard e o zagueiro Jemerson. Mas com outra filosofia de trabalho, do novo presidente Sérgio Sette Câmara, e a obrigação de uma readequação financeira, os holofotes estão voltados para os jovens atleticanos. No grupo profissional de 2018 são 14 atletas à disposição do técnico Oswaldo de Oliveira. Entre jogadores recém-promovidos, promessas, aqueles que já faziam parte do grupo e mesmo que estão de volta de empréstimos. Fato é que a ordem para o ex-atacante Marques, coordenador da base alvinegra, é: “revelar jogadores”.
Entre as novidades para a temporada, chamam a atenção o zagueiro Nathan, de 20 anos, e o armador Marco Túlio, 19. Convocados para entrevista coletiva, os dois mostraram segurança quanto ao futuro. “O ano de 2017 foi muito bom para mim e o grupo. Fomos campeões da Copa do Brasil Sub-17, Sub-20 e do Campeonato Mineiro Sub-20. Marcas importantes para minha carreira, para meu crescimento na base e que me credenciaram a vir para o profissional”, enfatizou Nathan, que de volante passou a atuar como zagueiro, seguindo orientação do técnico Rogério Micale. “Lidei bem com a mudança, me adaptei e procuro evoluir na posição porque vejo que tenho potencial”, completou.
Aliás, para Nathan estar no profissional ao lado do capitão Leonardo Silva e de Gabriel (também formado na base) é importante “porque procuro estar atento aos detalhes, me espelho neles, mas também busco meu espaço para ajudar o grupo”.
Nathan parece maduro, tem perfil de líder, foi capitão na base e acredita que estar junto com o grupo profissional é “um outro patamar. Jogar ao lado de atletas de alto nível e experientes é importante para mim. Sou novo e isso me dá credibilidade”. Confiante, o zagueiro espera que “a juventude dê liga com os jogadores mais rodados, que façamos um grupo vitorioso e que possamos ganhar títulos”.
VISÃO DE JOGO
Mais tímido, o armador Marco Túlio é apontado como um grande talento alvinegro. E sabe o que quer. “Minha temporada na base em 2017 foi excelente, além dos títulos da Copa do Brasil Sub-17 e do Mineiro, fiz 23 gols, tive a experiência de atuar em jogo do profissional (Campeonato Mineiro), treinei junto e, ficando no grupo, meu desejo é conquistar títulos e fazer um ótimo ano, se Deus quiser”.
Além do talento na criação, Marco Túlio mostra versatilidade. “Ano passado, adquiri muita experiência, joguei nas quatro funções da frente, linha central, esquerda, direita e como centroavante.” No grupo profissional, a missão do garoto não será das mais fáceis. Vai ter de mostrar personalidade porque a disputa é acirrada no meio-campo: “Tem vários jogadores de qualidade, Otero, Cazares, Valdívia. Mas vou procurar meu espaço, ganhar experiência e também agregar com minha qualidade. Tenho excelente passe e visão de jogo”.
Marco Túlio mostra confiança e destaca que Oswaldo de Oliveira “está dando moral para os jovens e que ele seja feliz no Atlético”. Nathan também elogia o comandante atleticano: “É uma excelente pessoa e técnico e espero que tenha um 2018 brilhante”.
O que também confirma que a categoria de base do Atlético está mais do que prestigiada pelo presidente Sérgio Sette Câmara é a volta ao clube de ex-jogadores revelados na base: Neguete, Edgar e Hernani vão trabalhar no Galo em cargos variados.
Edgar e Hernani vão observar jovens jogadores pelo Brasil, mas principalmente na Grande BH. Serão olhos atentos em busca de talentos que passam despercebidos pelos grandes clubes e que poderão vestir a camisa alvinegra. Já Neguete vai acompanhar de perto os vários atleticanos emprestados na base e no profissional. Em visitas, ele vai procurar saber in loco como andam o rendimento e as condições de trabalho.
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