sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Desequilíbrio que traz prejuízo ao Atlético
Galo tem o melhor ataque da Série A, mas, com segunda pior defesa, deixa escapar pontos preciosos na briga pelo título
Bruno Trindade
01/08/18 - 08h00
Apesar da quarta colocação no Campeonato Brasileiro 2016 e do vice da Copa do Brasil daquela temporada, o Atlético acabou demitindo o então técnico Marcelo Oliveira por conta do desequilíbrio em campo. O ataque fazia muitos gols e a defesa sofria com a irregularidade.
O cenário é bem parecido novamente com o time comandado por Thiago Larghi. O setor ofensivo é o melhor da competição, com 30 gols, mas a retaguarda alvinegra é a segunda pior, com 24 gols sofridos, à frente apenas do Vitória (31 gols). Das 16 rodadas até o momento, o time só saiu sem levar gols em três: diante de Corinthians (1 a 0), Cruzeiro (1 a 0) e Paraná (2 a 0).
Essa diferença de desempenho entre os setores fez o Galo perder pontos preciosos, principalmente no fim dos confrontos, impedindo que a equipe tivesse mais pontos e estivesse na liderança da disputa. Contra Vasco, Flamengo e Palmeiras (derrotas), e São Paulo e Bahia (empates), o alvinegro tomou gols após os 35 minutos do segundo tempo e ficou sem os três pontos.
Os problemas defensivos podem ser reflexos das mudanças que o time sofreu. O miolo de zaga teve cinco formações. Bremer e Gabriel foram os mais utilizados: nove vezes. Leonardo Silva e Gabriel (3), Gabriel e Juninho (2), Leonardo Silva e Maidana (1) e Gabriel e Maidana (1) foram as outras duplas. Bremer, presente em 11 dos 16 jogos, foi vendido para o Torino, da Itália. Leonardo Silva vem sofrendo com as lesões e participou de apenas quatro partidas. Adilson, com lesão na panturrilha esquerda, e Gustavo Blanco, com o rompimento do ligamento cruzado do joelho esquerdo, vinham de boas exibições, mas também não atuaram pela equipe após a Copa.
E os números pós-Mundial pioraram, mesmo com uma quantidade de jogos menor. Nas 12 primeiras rodadas da Série A, o Atlético sofreu 17 gols, o que representa uma média de 1,41 por partida. Na retomada da competição, o Galo levou sete gols em quatro confrontos, aumentando a sua média para 1,75, ampliando a preocupação defensiva.
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