Em caso de vitória dos catarinenses, Galo vai passar a ser o vice-lanterna do Brasileirão, além de confirmar a incômoda estatística
Por Rafael Cavalieri
Rio de Janeiro
A situação do Atlético-MG no Brasileiro é preocupante. Com 15 pontos, ocupa a 18ª posição na tabela. Após a derrota para o Botafogo (veja os gols ao lado), o Galo passou a ser o clube que mais perdeu entre os 20 da Série A: são 11 derrotas. Em seguida está o Avaí, com dez tropeços e um jogo a menos. Além de lutar para corrigir os problemas internos, Cuca e seus jogadores vão ter de secar o rival por dois motivos. O primeiro é, pelo menos, dividir a incômoda marca. O segundo, e mais importante, tem relação com a própria tabela.
O Avaí enfrenta o Coritiba neste domingo, às 16h (de Brasília), na Ressacada. Caso saia com a vitória, chegará a 16 pontos e vai empurrar o Atlético para a vice-lanterna da competição, aumentando ainda mais o desespero. Sincero, Cuca não desconversou e garantiu que o rebaixamento assusta sim.
- Não podemos fechar os olhos para o que está acontecendo. Nossa situação na tabela é muito preocupante e nós precisamos trabalhar muito para mudar isso. Volto a dizer que vamos conseguir - afirmou.
A todo instante Cuca bateu na tecla da falta de tempo para trabalhar. Segundo o treinador, quando tiver pelo menos uma semana inteira para comandar seus treinos táticos e técnicos, o panorama já vai mudar.
- É necessário bater na tecla de que estamos vivendo um momento de transição. Se as coisas estivessem caminhando em um rumo normal eu não teria sido chamado para tentar mudar o panorama. Então precisamos de tempo. Não completei duas semanas de trabalho - disse.
De novo o Botafogo
A próxima partida pelo Campeonato Brasileiro é o clássico contra o Cruzeiro no próximo domingo. Antes disso, o Atlético-MG vai enfrentar pela terceira vez em duas semanas o Botafogo, em confronto que vale vaga para a segunda fase da Copa Sul-Americana. Segundo Cuca, não há grande vantagem em enfrentar pela terceira vez em cinco jogos o mesmo adversário se os problemas internos não forem solucionados.
- Sabemos como o Botafogo joga, assim como estudamos qualquer adversário nosso. Mas nada disso dá certo se você entra com a cabeça ruim ou com o físico desequilibrado. Temos de corrigir isso - finalizou.
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