sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Camisa 2 ainda não tem dono


Patric (Crédito: Gil Leonardi)
Além do lesionado Rafael Cruz, Dorival Júnior tem outras quatro opções para a lateral-direita atleticana
Felipe Ribeiro e Thiago Fernandes
Publicada em 04/02/2011 às 10:15
Belo Horizonte (MG)
No treinamento físico, realizado na última quarta-feira, o lateral-direito Rafael Cruz sofreu um estiramento na região anterior da coxa direita e deve ficar 15 dias longe dos gramados. Com vários atletas disponíveis para a posição, Dorival ainda não sabe quem será o substituto do camisa 2.
Hoje, Rafael Cruz está longe de ser uma unanimidade com a camisa do Atlético. O jogador sofrera com vaias nos últimos jogos do Atlético, o amistoso preparatório contra o River Plate-URU, na Arena do Jacaré, e a estreia do Estadual diante do Funorte, em Montes Claros. Apesar de não ter o respaldo dos torcedores, Rafael ainda está entre os preferidos de Dorival Júnior na montagem da equipe.
Os possíveis candidatos a ocupar a posição são: Patric, Mancini, Serginho e Zé Luis.
Quando precisou ser deslocado para a lateral-direita, no confronto diante do Funorte, Serginho fez boa exibição e deu o passe para Wesley sofrer o pênalti do zagueiro adversário. Zé Luis atuou pelo São Paulo entre 2007 e 2009. Nos três anos com a camisa do Tricolor, o jogador foi diversas vezes improvisado na lateral-direita, posição em que fez boas partidas. Mancini iniciou sua carreira na lateral. Com sua chegada à Europa, o jogador descobriu vocação para atacar e acabou tornando-se um meia-atacante. Patric teve início de carreira meteórico e logo foi para o Benfica-POR. No retorno, não conseguiu êxito no Cruzeiro e foi para o Avaí, time em que destacou-se.
Apesar das muitas especulações de quem será o substituto de Rafael Cruz, parece que o técnico Dorival Júnior optará por Patric, único lateral-direito de origem à disposição. O comandante prefere não utilizar improvisações em sua equipe.
- Isso vamos trabalhando aos poucos, dando tempo para que os laterais respondam em campo as chances que terão - afirmou Dorival Júnior.
O próximo jogo do Atlético será contra o Tupi, no próximo domingo, na Arena do Jacaré, às 17h. O confronto é válido pela segunda rodada do Campeonato Mineiro.
Os últimos grandes laterais-direitos
Apesar de não ter conquistado nenhum título pelo Atlético, o lateral-direito Cicinho - que defendeu as cores do Alvinegro entre 2001 e 2003 - é considerado por muitos atleticanos um dos últimos grandes laterais do clube. Entretanto, grande parte da torcida do Galo lembra-se de Coelho. Embora não tenha sido unanimidade, o lateral ficou entre os três melhores da sua posição em 2007.
Cicinho teve uma carreira vitoriosa no futebol. Após sair do Atlético para o São Paulo, o jogador conquistou Libertadores e Mundial Interclubes e, em seguida, foi para o Real Madrid.
Enquanto Coelho se saiu bem na temporada 2007. Em seguida, foi para o Bologna-ITA e logo retornou ao Brasil. Contudo, o jogador não teve tantas oportunidades em sua segunda passagem pelo Galo e acabou demitido pelo técnico da época, Vanderlei Luxemburgo.
COM A PALAVRA Serginho
Tento ajudar da melhor maneira possível, não só de volante, mas também como lateral, mas a minha posição de oficio é de volante, quero sempre estar buscando a vaga de titular de volante. Mas no decorrer da partida, como aconteceu, se o professor optar em me colocar na direita não tem problema nenhum. Procuro sempre estar jogando, tem três anos que estou jogando, sempre voltei atuando na minha posição de origem que é de volante, mas se ele precisar de mim eu vou jogar de lateral sem problema. Eu tento jogar da melhor maneira possível onde o Dorival me coloca para jogar, atuei no segundo tempo na lateral direita, tive a oportunidade de dar um bom passe para o segundo gol.
COM A PALAVRA Zé Luis
Em uma emergência, atuaria como lateral-direito. Porém, hoje renderei mais de primeiro volante. Há dois ou três anos, eu estava mais jovem e poderia jogar na lateral com tranquilidade, até de terceiro zagueiro, mas aprendi muito com isso. Hoje, eu prefiro brigar pela minha posição no meio de campo. Foi experiência positiva, mas que no final acabou trazendo prejuízo para mim e não quero ter essa experiência novamente. É preciso ter característica para jogar ali, é preciso ter cacoete, não é fácil ter que marcar com perfeição, e ao mesmo tempo chegar no fundo e cruzar com perfeição. Isso é difícil
COM A PALAVRA Mancini
Não seria um problema voltar a atuar como lateral. Mas quero deixar bem claro que em oito anos de carreira na Europa, eu joguei como meia-atacante. Às vezes, jogava até como centroavante. Mas eu prefiro jogar como meia-atacante. Se por acaso o professor Dorival Júnior necessitar em alguma emergência. Enfim, posso estar ali jogando pela lateral. Mas, a princípio, minha posição real é como meia-atacante. Essa é a posição que eu pretendo exercer durante todo o tempo em que eu estiver dentro do Atlético. Já na minha última passagem pelo Atlético, eu não jogava como lateral, mas sim como ala e isso me dava muita liberdade. Até porque meu forte é a parte ofensiva.
BATE-BOLA com Patric
Com a lesão do Rafael Cruz, qual sua expectativa para se tornar o titular da posição?
Lamento pela perda do Rafael, que deve ficar um tempo parado. Mas futebol é assim. A gente está trabalhando e isso pode acontecer. Infelizmente, aconteceu no começo do campeonato. Vou trabalhar para ganhar essa oportunidade no fim de semana.
Está pronto para titularidade?
Quero fazer meu primeiro jogo. Só dentro de campo vou saber se estou pronto ou não para ser titular. Estou esperando uma chance do professor. Se for no domingo, estarei preparado. Sempre respeitando o Rafael, mas quero me tornar o lateral do Galo.

Nenhum comentário: