
Ricardinho: idade no futebol é sinônimo de experiência
(Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)
Para meia do Atlético-MG, o futebol brasileiro tem por hábito estereotipar
os jogadores que passam da casa dos 30 anos, atitude que ele condena
Por GLOBOESPORTE.COM
Belo Horizonte
O meia Ricardinho, do Atlético-MG, de 34 anos, tem praticamente metade da vida dedicada ao futebol. Neste ano, o jogador completa 16 anos de carreira. Mesmo com tanto trabalho no mundo da bola, Ricardinho não se considera, como muitos têm o costume de dizer, um 'veterano'.
Para ele, o futebol brasileiro, de forma preconceituosa, rotula os jogadores que passaram dos 30 anos. Segundo o jogador, é depois dessa faixa etária que a vida começa.
- Isso está na cabeça das pessoas. O futebol brasileiro tem a mentalidade de colocar que o jogador acima de 30 anos é veterano. Se ele se destaca um pouquinho já tem força, disposição, vitalidade. Com 35 ou 36 anos o ser humano está iniciando a vida, e só no futebol, e no Brasil principalmente, se tem esse preconceito. Isso é da cabeça de cada um.
No currículo, Ricardinho tem vários clubes e também muitos títulos conquistados. O jogador começou no Paraná, onde conquistou vários torneios estaduais, mas foi no Corinthians que veio a consagração: Campeonato Brasileiro, Mundial de Clubes da Fifa e Copa do Brasil. Com o trabalho no time do Parque São Jorge, Ricardinho foi convocado para a Seleção Brasileira de Felipão, quando o Brasil levou o pentacampeonato mundial. Depois, no Santos, já em 2004, mais um título de campeão brasileiro.
Isso tudo sem falar na passagem do jogador pelo futebol turco e árabe. Em 2009, no retorno ao Brasil, o jogador assinou com o Galo. Ufa! É muita bagagem adquirida. Mas como ele já mesmo disse, nada de falar em ‘veterano’.
Outros trintões
Ele ainda dá o exemplo de jogadores como Rivaldo e Magno Alves, que, com 38 e 35 anos, respectivamente, ainda jogam muita bola. O novo reforço são-paulino, inclusive, foi autor de um dos gols da vitória do Tricolor paulista sobre o Linense. Já Magno Alves foi um dos responsáveis pela virada do Galo sobre o Funorte, pela primeira rodada do Campeonato Mineiro.
- Não se pode olhar para a idade, mas sim o que o profissional produz, esteja ele com 18, 17, como muitos dessa Seleção do Sub-20, como jogadores como o Rivaldo, com 38 anos. A idade não aponta nada.O Magno chegou e está fazendo seu trabalho.
Troca de experiências
O meia alvinegro também diz que, por mais tempo que ele já tenha vivido no futebol, a troca de experiências com jogadores mais novos também é importante não apenas para os que estão começando a carreira.
- A troca de experiências é boa porque, quando a gente fala que um jogador é experiente, independentemente do tempo de futebol, da experiência, essa troca é constante. Às vezes, aquele que está começando passou por uma situação profissional, ou até mesmo de vida, que nos traz informações e uma experiência nova, mesmo quando temos 15 anos de profissão. E, da mesma forma, nós passamos para o jovem também. É uma forma de experiências o tempo todo.
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