Negociado pelo Galo, atacante brasileiro se destaca no Guangzhou Evergrande com 13 gols em 14 jogos pelo Campeonato Chinês
Por Renato Sousa
Rio de Janeiro
Comida diferente, idioma confuso, costumes exóticos e fuso trocado. Muriqui enfrentou tudo isso e mais um pouco nos primeiros cinco meses que atuou no futebol chinês, mas conseguiu tirar de letra. O próprio jogador, que passa férias no Brasil até o dia 10 de dezembro, esperava um começo mais complicado no Guangzhou Evergrande, seu clube na China, mas se surpreendeu com a adaptação rápida ao país asiático. Negociado pelo Atlético-MG no fim de junho, por U$ 3,5 milhões, o jogador de 24 anos diz que continua acompanhando a situação do Galo, que luta para escapar do rebaixamento no Brasileirão. O Alvinegro volta a jogar neste fim de semana contra o Palmeiras, fora de casa.
- Torço muito por eles. O time do Atlético-MG tem jogadores de qualidade. O clube ocupa um lugar errado na tabela. A equipe tinha condição de brigar na parte de cima, por título - disse Muriqui.
Totalmente adaptado ao novo país, o atacante brilha no futebol da China, pelo Guangzhou . O brasileiro conquistou recentemente o Campeonato Chinês da Segunda Divisão e foi vice-artilheiro da competição com 13 gols em 14 jogos.
- Fico feliz por ter conseguido corresponder à expectativa de todos no clube. Cheguei na metade do ano e tive um bom desempenho na China - disse Muriqui, que na sua estreia mostrou seu cartão de visita, marcando quatro gols.
Apesar de pouco tempo no clube, Muriqui já vem sendo tratado como ídolo pelos torcedores. No entanto, o jogador admite que a maior preocupação no momento é continuar fazendo boas atuações com a camisa do Guangzhou.
- Os torcedores são carinhosos na China. Me param depois do treino para autógrafos e fotos. Isso é muito legal, mas um jogador somente vira ídolo de verdade com conquistas e gols pelo clube - explicou o jogador, que tem mais três anos e meio de contrato.
Fora das quatro linhas, Muriqui revelou que conseguiu rapidamente se adaptar ao novo lugar no começo de sua estadia, apesar de não ter tido coragem de provar algumas comidas da China.
- Pensei que fosse mais complicado minha chegada, mas me adaptei muito rápido. Só tive problema um pouco com o idioma e principalmente com a comida. Não tive coragem, não era nojo, e sim falta de coragem mesmo. Comer carne de cachorro, escorpião frito, fica difícil. Eles fazem uma galinha com cabeça e tudo, com um molho esquisito, parece que o bicho olha para gente. Não tem como comer. Prefiro a comida brasileira - comentou o atleta, que pretende ficar pelo menos mais uma temporada no clube chinês para depois atuar no futebol europeu no próximo ano.
O brasileiro volta ao país no começo de dezembro para começar a pré-temporada no clube. No entanto, o Campeonato Chinês da Primeira Divisão só começa em março de 2011. Neste período, o Guangzhou realizará alguns amistosos na Ásia.
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