terça-feira, 25 de abril de 2017

Polêmica da final: Cruzeiro lamenta falta de torcida dividida; Atlético-MG diz estar cumprindo regulamento Polícia Militar, presente em reunião, afirma que não é possível garantir segurança com duas torcidas presentes em possível segundo jogo no Horto Por GloboEsporte.com, de Belo Horizonte 25/04/2017 19h35 Atualizado há 5 horas As polêmicas da final entre Cruzeiro e Atlético-MG vão durar, pelo menos, duas semanas. É que os detalhes para o primeiro jogo, no próximo domingo, no Mineirão, às 16h (de Brasília), foram definidos na reunião desta terça-feira entre os clubes, mas para a finalíssima, ainda não. Para o segundo jogo, ainda não há nem local definido pelo clube alvinegro, como também não há definição de como será a divisão de ingressos. Na reunião, segundo o diretor de futebol do clube celeste, Klauss Câmara, o Cruzeiro propôs que as duas partidas tivessem torcida dividida, mas que a situação sequer foi discutida com o Atlético-MG, que não quis entrar em acordo. - Mesmo sabendo que a reunião era para a primeira partida, o Cruzeiro entende que era final de campeonato, que vão existir duas partidas. Nós somos os responsáveis por promover o espetáculo, a segurança do torcedor, um espetáculo inerente e coerente ao que é o futebol hoje. Nós falamos tanto em progressão, profissionalismo, a gente achava que sairia com um acordo, onde a gente pudesse promover o que é historicamente o futebol, onde tem as partidas com grandes equipes, em um estádio com torcida dividida. Mas a equipe adversária entendeu que essa reunião estava totalmente preparada, era específica apenas para a primeira partida. Em nenhum momento, quis acordo. O Cruzeiro buscou todos os tipos de acordo possíveis. O adversário entendeu que não era interessante, por parte deles. O Cruzeiro vai cumprir como é o regulamento. Então, seremos mandantes na primeira partida e, na segunda, visitantes. O dirigente ainda disse que o Cruzeiro argumentou à Federação Mineira se as mesmas condições, firmadas para o primeiro jogo, poderão ser cumpridas no segundo jogo, que tem o mando do Atlético-MG. Mas adiantou que isso não será possível, caso o Independência seja escolhido como local da segunda partida. "Nós falamos tanto em progressão, profissionalismo, a gente achava que sairia com um acordo, onde a gente pudesse promover o que é historicamente o futebol, onde tem as partidas com grandes equipes, em um estádio com torcida dividida. Mas a equipe adversária entendeu que essa reunião estava totalmente preparada, era específica apenas para a primeira partida. Em nenhum momento, quis acordo" - Klauss Câmara - Tentamos buscar como é o posicionamento da entidade, que é a Federação (Mineira), que a gente espera que tenha atitude de imparcialidade total e de reciprocidade, e não obtivemos resposta. Tentamos saber como será o segundo jogo. Mas o rival vai anunciar só na segunda-feira. Então, não sabemos se teremos torcedor na segunda partida. Isso é uma grande pena, porque entende que, a gente espera esse momento, torcedor é digno de fazer jus o que sempre existiu no futebol brasileiro. Então a gente não consegue. Mas a Polícia Militar já se posicionou e disse que, se o mando for no Independência, não será possível ter torcedor do Cruzeiro. Vamos ter que aguardar, ver o que fazer, para a gente se posicionar. A tendência é que o Galo escolha o Independência como o local do segundo jogo. O diretor jurídico do clube, Lásaro Cândido, argumento que o Atlético-MG está apenas cumprindo o regulamento da competição e da CBF - Marcou-se uma reunião para hoje, com uma pauta específica. E o Atlético está cumprindo o regulamento geral de competições e específico. O Atlético tem, como mandante do segundo jogo, até segunda-feira (dia 6 de maio) para definir. Aí, uma série de questões é colocada. Quando o Atlético joga no Mineirão, ele faz um acordo específico. O clube que fez acordo para 25 anos, tem que cumprir um contrato com as condições durante 25 anos. Nós, não. Negociamos pouco a pouco, jogo a jogo. Com o Independência, temos uma parceria mais, digamos, a longo prazo. Na própria eleição do estádio, coloca número 1 Independência, número 2 o Mineirão. "O Atlético está cumprindo o regulamento geral de competições e específico. O Atlético tem, como mandante do segundo jogo, até segunda-feira (dia 6 de maio) para definir. Aí, uma série de questões é colocada" - Lásaro Cândido Lásaro explicou que, até esta quarta-feira, o Atlético-MG tem que informar a quantidade de ingressos que vai vender, até o limite de 10%. A venda será realizada pelo clube celeste. - De novo, o Atletico vai exercer os prazos nos regulamentos. Temos até amanhã para definir, até 10%, foi o que colocamos aqui. Até amanhã, o Atlético vai enviar o que vamos requisitar. No limite que a gente requisitar, ele vai organizar a venda. Essa é a determinação que o Cruzeiro impôs. Está assim no regulamento. Eles disseram: se querem, tem que requisitar no prazo de três dias e tem que pagar antes. Está no regulamento, e o Atlético vai cumprir - garantiu o dirigente. Independência, não Representante da Polícia Militar na reunião, o coronel Schubert Siqueira Campos comentou sobre uma possível escolha do Independência pelo Atlético-MG. Ele manteve a postura e o discurso da PM. - Ela (Polícia Militar) não pode se preocupar somente com o jogo. O campo de futebol, em si, não é o problema. Nós temos que ter visão macro, de toda a situação, de toda a cidade. Deslocamento de torcedor é um fator complicador, que acontece. Em se tratando do Independência, não somente pela situação das novas arquibancadas, mas é um local que não dá para comportar as duas torcidas, o tamanho, em se tratando de ter um jogo da final. Isso o Atlético tem que resolver, segundo até consta em ata. 150 comentários

Nenhum comentário: