quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

não deu À distância, torcida do Galo vai da esperança à frustração Atleticanos confiavam em reviravolta, mas o impossível desta vez não ocorreu e a saída foi tentar se conformar PUBLICADO EM 08/12/16 - 00h23 Bruno Trindade @superfc Mais uma vez, como em outras oportunidades em sua história, o Atlético precisava entrar em campo, operar um pequeno milagre e reverter um resultado complicado. Mas o histórico do clube, a paixão da torcida e o elenco atleticano, considerado um dos melhores do Brasil, faziam os alvinegros sonharem com uma nova reviravolta. E o atleticano sempre acreditou. E os que não puderam acompanhar o time de perto, em Porto Alegre, lotaram os bares de BH para torcerem por um novo grande feito do Galo. "A gente chega lá. Nada é impossível para o Galo", afirmava a desempregada Luana Rezende, 21. Sabendo das dificuldades, por ter que reverter o placar de 3 a 1, os torcedores se sentiam em uma arquibancada de estádio, incentivando a cada jogada, dando instruções aos jogadores, criticando a arbitragem, cantando músicas de apoio, querendo, de alguma forma, mandar uma força extra para ajudar o Atlético a reverter a desvantagem. "Tornou-se um hábito, um mantra do Galo reverter jogos difíceis", dizia o analista de logística Erick Patrocínio, 32. Nem as poucas chances claras de gol e o 0 a 0 no primeiro tempo desanimaram os atleticanos. A tensão permanecia pela igualdade no placar, mas a confiança seguia intacta e o sonho do bi muito vivo. "O jogo ainda não acabou. Estou confiante. Temos chances de virar. Estou preocupado. Mas creio que vamos ganhar. Temos o melhor elenco do Brasil e vamos aproveitar isso. Nada é impossível. O Galo tem muita chance. Com certeza, vamos virar a noite em festa", cogitava o empresário Alexandre Ribeiro, 40. Mas aos poucos, o ânimo foi se transformando em frustração. E a sonhada festa pelas ruas da capital foi se desfazendo. A ducha de água fria veio com a chuva que caiu em Belo Horizonte e com o gol dos gaúchos, que fez com que muitos atleticanos fossem embora. O gol de Cazares até reascendeu a esperança, alguns desistiram de ir pra casa, mas já era tarde, não havia tempo e os alvinegros tiveram que guardar os gritos e a comemoração para uma próxima oportunidade. "O problema não foi hoje (quarta-feira). O time lutou, marcou, jogou organizado. O problema foi o jogo do Mineirão. O time do Atlético estava ridículo, dando muito espaço. Hoje, em Porto Alegre, o time jogou pressionado, tendo que marcar dois gols, contra uma equipe bem armada. Era difícil do Galo ser campeão", analisa o programador Alexandre Figueiredo, 33.

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