sábado, 2 de novembro de 2013
Em rede social, vice do Atlético critica critérios da CBF sobre pena do rival
Daniel Nepomuceno comparou a atitude da torcida do Cruzeiro com o incidente de Oruro
Redação - Superesportes
Tags: cruzeiroec
Publicação:
01/11/2013 20:44
Atualização:
01/11/2013 20:59
(Beto Magalhaes/EM/D.A Press. )
O vice-presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, acionou sua conta na rede social Facebook, nesta sexta-feira, para criticar a ação da CBF em relação à partida entre Cruzeiro e Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro. A pena aplicada pelo STJD e a retenção do dinheiro de Bernard pela Fazenda Nacional também foram alvos de comentários.
O dirigente comparou os incidentes do clássico no Independência, em que bombas foram arremessadas por cruzeirenses em direção à torcida do Atlético, com o incidente em Oruro, na Bolívia, quando um garoto de 14 anos morreu atingido por um sinalizador vindo da torcida do Corinthians. Para Nepomuceno, a única diferença é que não houve vítimas fatais no Horto.
Veja o texto publicado na íntegra:
O continente inteiro lamentou a morte do jovem Kevin Espada, atingido por um sinalizador deflagrado por um torcedor do Corinthians na Bolívia, em fevereiro de 2013. A forma como o pai de Kevin descrevia o filho com o crânio aberto puxava um coro de severa punição ao Corinthians.
Meses depois, o portão 2 do estádio Independência, setor onde ficam os sócios Galo na Veia, foi atingido por bombas, sinalizadores, entre outros objetos atirados pela torcida visitante. A diferença é que não houve um crânio exposto para uma punição justa com o ideal de inibir novos acontecimentos de tragédias em um ambiente que deveria ser de festa.
O STJD viu sua decisão, que já era a mais branda possível, seguindo ordens da CBF. As portas ficam abertas para que influências externas interfiram na segurança do torcedor que já não vai ao estádio com a mesma frequência por fatos como o ocorrido no Independência.
O Atlético foi obrigado a ceder dez por cento da carga dos ingressos para a torcida visitante, assim como acontecerá em 2014. A dúvida que fica é se a decisão da CBF não passará uma sensação às mesmas pessoas de que nada é proibido, já que se trata de um caso reincidente após o clássico em dezembro de 2012.
Continuamos trabalhando para manter um estádio seguro, já que não há ocorrências parecidas desde que passamos a jogar no Independência. Trabalhamos também para vermos um Atlético forte dentro de campo e fora das quatro linhas, pregando igualdade no julgamento de todos os clubes em casos semelhantes daqui em diante.
O dinheiro da maior transação do clube segue retido, mesmo com as várias tentativas de conversa e negociação. Esperamos que existam as mesmas portas abertas entre o governo e o esporte para solucionarmos esse caso o mais rápido possível.
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