Performance que lembra dois ídolos
Depois da atuação de encher os olhos no empate por 0 a 0 com o Fluminense, goleiro Victor cai nas graças da torcida, que já o compara a Taffarel e a Velloso
Roger Dias - Estado de Minas
Publicação:31/07/2012 09:10
Poucas vezes um empate foi tão comemorado pelo Atlético, ainda mais na fase de destaque do time no Campeonato Brasileiro. A igualdade por 0 a 0 com o Fluminense, no Engenhão, tornou-se resultado positivo na visão dos jogadores, sobretudo pelo gol anulado do atacante Fred no fim. Com duas defesas difíceis, uma em cada tempo, o goleiro Victor teve papel fundamental no placar e ganha mais moral para prosseguir o trabalho com tranquilidade.
Embora tenha chegado ao Galo há exatos 30 dias, o camisa 83 é um dos jogadores mais pressionados do grupo, mais pela instabilidade na posição. Nos últimos quatro anos, desde a saída do prata da casa Diego Alves para o Almería, o clube procurou e não havia encontrado o goleiro ideal para transmitir confiança à comissão técnica e à torcida. O ex-gremista custou aos cofres do clube R$ 7,6 milhões mais 50% dos direitos econômicos do zagueiro Werley e sabe que isso representará maior responsabilidade e pressão por atuações convincentes.
Mesmo com pouca história no Atlético, Victor já é comparado pela torcida a dois grandes goleiros que passaram pela Cidade do Galo: Taffarel (entre 1995 e 1998) e Velloso (entre 1999 e 2004). “Ainda é cedo para afirmar qualquer coisa. Eles fizeram muito pelo Atlético e, se eu conseguir repeti-los, ficarei feliz. Venho desempenhando meu papel com tranquilidade, sempre buscando o melhor para a equipe. União é fundamental para o nosso grupo continuar sempre vencendo. Quero ter uma sequência boa de atuações.”
Se o empate diante do Flu teve a sensação de vitória, o mesmo não se pode dizer do duelo com o Flamengo, sábado, às 18h30, novamente no Rio, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, já que o adversário vive um período crítico e vem com tudo para cima do Galo. Para o goleiro, a equipe tem de buscar vitórias fora de casa se quiser conquistar o título nacional ou vaga na Libertadores. “Precisamos de regularidade, sempre respeitando nossos adversários. É importante manter a sequência dentro da nossa casa e fora também.”
Victor admitiu que sonha em vestir novamente a camisa da Seleção Brasileira e disputar a Copa do Mundo de 2014. Porém, afirma que a prioridade é o Galo: “Jogar pela Seleção Brasileira é nada menos do que um reflexo do trabalho que fazemos no clube. Se fizer meu papel direito e chamar a atenção do Mano Menezes (técnico), tenho grandes chances de voltar a ser convocado. Tudo ocorrerá na hora certa. Primeiro tenho de me adaptar à equipe”.
GRAMADO RUIM Cuca e os jogadores do Galo, inclusive Victor, se queixaram muito das condições do gramado do Engenhão. A reclamação pode até surtir efeito, já que o Botafogo enviou ontem à noite um ofício à Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) pedindo a interdição do estádio nas duas semanas para reforma do campo. Com isso, a partida entre Flamengo e Atlético pode se transferir para o Estádio da Cidadania, em Volta Redonda.
Cuca avisou que o problema do gramado não serve como desculpa em caso de novo tropeço no Rio: “O gramado é duro e dificulta o toque de bola e o campo não favoreceu. Lógico que poderíamos ter mostrado melhor futebol contra o Fluminense. Esperamos agora que as coisas deem certo diante do Flamengo para que possamos ter sequência no trabalho”.
E MAIS...
Desfalques
O Galo volta aos trabalhos hoje à tarde, na Cidade do Galo, e Cuca terá problemas para armar a equipe diante do Fla, porque o volante Pierre e o armador Danilinho levaram o terceiro amarelo e cumprem suspensão automática. Além disso, o lateral-esquerdo Júnior César não jogará por questões de contrato, já que tem os direitos econômicos ainda ligados ao adversário.
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