Busca de prestígio
Adiamento da partida com o Flamengo acabou beneficiando jogadores reservas do Galo, que terão a chance de mostrar serviço em jogo-treino
Roger Dias - Estado de Minas
Publicação:03/08/2012 07:00
Atualização:03/08/2012 15:21
Nem tudo pode ser considerado prejuízo para o Atlético com o adiamento do duelo com o Flamengo para provavelmente o dia 22, no Rio, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem compromissos oficiais no fim de semana, o técnico Cuca aproveita para aprimorar o entrosamento e a preparação da equipe, além de corrigir falhas de posicionamento visíveis nas últimas partidas. Por outro lado, aqueles atletas que perderam espaço ao longo da temporada têm a chance de mostrar serviço ao treinador e recuperar a posição de titular.
O próximo compromisso é apenas diante do Coritiba, quinta-feira, às 21h, no Independência, prazo importante para os que estão em baixa se recuperarem. Desde que assumiu o Atlético, Cuca sempre ressaltou que nenhum jogador teria o máximo de prestígio na busca por vaga na equipe, pois todos começariam os trabalhos do zero. E ele manteve à risca o pensamento, sem dar privilégios para os que terminaram a temporada passada, nem para aqueles que participaram da maioria das partidas do Estadual. Dos que começaram na vitória sobre o Boa (2 a 0), em 29 de janeiro, em Sete Lagoas, na estreia em 2012, somente o zagueiro Réver, os volantes Pierre e Leandro Donizete e o jovem Bernard permanecem titulares.
Os demais foram para o banco de reservas, mas continuam a lutar por posição e terão chance de mostrar suas qualidades no jogo-treino diante do Villa Nova, amanhã, às 9h, na Cidade do Galo. Principalmente o atacante André, que tem a favor o fato de ser o artilheiro alvinegro em 2012, com 14 gols. Ele ficou em segundo plano depois que Jô chegou ao clube e assumiu a função de fazer gols. O ex-santista foi prejudicado devido à pendência da renovação de contrato com o Atlético, ficando de fora por quatro partidas, e perdeu espaço. “Felizmente, tudo se resolveu no tempo certo e agora posso trabalhar com tranquilidade. A minha volta ao time será na hora certa”, diz o camisa 9.
Contratado no início do ano para ser o camisa 10 do Galo, o argentino Escudero caiu de rendimento e também deixou o time titular. Embora tenha sido o líder em assistências para gols da equipe (cinco) nas primeiras rodadas do Estadual, o jogador foi preterido em virtude da ascensão de Guilherme como armador e mais tarde com a chegada do astro Ronaldinho Gaúcho. Só conseguiu marcar o primeiro gol pelo Atlético na estreia no Brasileiro, o da vitória sobre a Ponte Preta por 1 a 0, em Campinas. Depois, fez mais dois – nos triunfos sobre Náutico (5 a 1) e Internacional (3 a 1), ambos no Independência e vem sendo um “banco” importante – ele custou R$ 820 mil aos cofres do Galo por um ano de empréstimo do Boca Juniors.
MESMO NÍVEL Na zaga, Rafael Marques perdeu espaço para o experiente Leonardo Silva, mas Cuca ressalta que ambos estão no mesmo nível e podem ser escalados ao lado do capitão Réver. Mesmo sendo versátil, podendo jogar na lateral esquerda ou no meio-campo, Richarlyson não é mais titular. No entanto, não se mostra chateado: “O Cuca conhece minhas qualidade e saberá me usar na hora certa. Para se ganhar o Brasileiro, é preciso uma equipe com opções. Com 11 ou 12 jogadores, não se chega à conquista”.
Embora tenha a confiança do treinador, o atacante Jô, titular nos nove jogos com a camisa alvinegra, não se considera melhor do que os companheiros. Em fase regular, garante que a disputa por posições é sadia: “Por problemas de lesão ou suspensão, todos ganharão chance com o passar do tempo e devem aproveitá-la. O grupo é unido e o Cuca está satisfeito por contar com atletas de qualidade que querem conquistar o título nacional”.
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