Nos quatro jogos pela competição, Galo enfrentou equipes preocupadas com a defesa. Amanhã será diferente: pegará o Coelho, time com sede de ataque e jogadores talentosos
Roger Dias - Estado de Minas
Publicação:03/03/2012 12:54
Os números favoráveis na temporada transmitem confiança aos jogadores do Atlético no seu mais difícil teste até o momento, o clássico diante do América, amanhã às 16h na Arena do Jacaré, pela quinta rodada do Campeonato Mineiro. Em vez de encontrar um adversário forte defensivamente e disposto a segurar o empate, assim como ocorreu nos quatro primeiros jogos de 2012, o Galo deve ter pela frente sua maior pedreira: um time com obsessão em atacar e com talentosos jogadores no setor ofensivo.
O técnico Cuca não expõe as armas alvinegras e tampouco está disposto a mudar o estilo de jogo para enfrentar o Coelho. Ele confia muito no potencial das jogadas pelos lados com Marcos Rocha e Richarlyson. No coletivo de ontem à tarde, na Cidade do Galo, ele orientou muito os dois atletas em relação ao posicionamento e os incentivou a subir incessantemente ao ataque, ajudando os armadores Mancini e Escudero na criação. Numa partida em que a marcação será forte no meio-campo, a velocidade pelas alas será fundamental.
Marcos Rocha conhece bem o América e certamente alertou os companheiros sobre os pontos fortes do adversário. A passagem pelo Coelho foi importante para sua carreira, sobretudo porque resgatou a autoestima e a confiança de jogar – esteve presente na ascensão alviverde à Série A do Brasileiro em 2010. “É bom reencontrar a equipe que me deu oportunidade. A amizade e o respeito sempre existirão, porque tenho amigos lá dentro. O América mudou bastante desde que eu saí, mas continua forte e disposto a nos surpreender”.
O lateral ficou fora dos cinco clássicos entre Atlético e América no ano passado (por cláusulas contratuais) e volta a todo vapor para ajudar sua equipe a deixar os alviverdes para trás na classificação. Seu rendimento nos jogos anteriores foi elogiado por Cuca, que exaltou a sua precisão nos cruzamentos na área e a facilidade de apoio.
CONFIANÇA
Richarlyson também destaca a confiança da comissão técnica como fator primordial para o momento de destaque do grupo atleticano. Desde que foi deslocado para a lateral esquerda, o jogador melhorou seu rendimento e está disposto a investir na posição para ajudar a equipe e até voltar à Seleção Brasileira. “Tive uma conversa com o treinador e não escondi minha preferência em atuar como volante. Mas o Atlético precisou de mim na lateral e hoje eu vejo com bons olhos essa vaga, porque posso ser mais útil”, diz o camisa 6.
Hoje, Cuca comandará o treino recreativo. Depois do coletivo de ontem, ele confirmou os 11 titulares que pegam o América: Renan Ribeiro; Marcos Rocha, Réver, Rafael Marques e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete, Mancini e Escudero; Neto Berola e André.
ARQUIBANCADAS VAZIAS
No último clássico entre América e Atlético (foto), pelo Campeonato Brasileiro do ano passado, o bom futebol ficou em segundo plano, dando lugar à troca de farpas entre os dirigentes devido ao preço dos ingressos. Depois que o América fixou o valor em R$ 50 para cadeira e cadeira especial, a diretoria alvinegra ameaçou boicotar a partida e adquiriu somente 190 das 1,8 mil entradas para seus torcedores –o Galo deveria comprá-los do Coelho e depois revendê-los. O público da partida foi vergonhoso (752), um dos piores da Série A, e as arquibancadas vazias reforçaram a pobreza do espetáculo, que terminou com um fraco 0 a 0, na Arena do Jacaré.
LIMINAR INDEFERIDA
O juiz da 5ª Vara da Fazenda Estadual de Belo Horizonte, Adriano de Mesquita Carneiro, não acatou pedido de liminar da ação popular proposta pelo juiz federal João Batista Ribeiro, que, na condição de torcedor, pede suspensão do contrato para concessão de uso e operação do Independência, assinado entre o governo do Estado e a BWA. A legalidade do contrato foi questionada porque a BWA, empresa vencedora da licitação, assinou contrato posteriormente com o Atlético, para dividirem despesas e receitas referentes à administração do estádio. Esse contrato, depois de analisado pela Advocacia Geral do Estado, está tendo algumas cláusulas alteradas. O juiz considerou que não há necessidade da concessão de medida cautelar e determinou a citação das partes para o prosseguimento da ação.
INTERESSE MINEIRO
Os planos da diretoria do Atlético para administrar o Independência não afastarão o clube dos projetos do Mineirão, a partir de dezembro, prazo previsto para sua inauguração. O presidente Alexandre Kalil se reuniu na manhã de ontem na Cidade Administrativa com representantes da Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo (Secopa) e da Minas Arena, empresa que venceu a licitação para administrar o Gigante da Pampulha nos próximos 27 anos, com o intuito de estudar e apresentar propostas para a utilização do estádio. De acordo com o dirigente alvinegro, a intenção da concessionária é fazer o mesmo contrato com o Galo e o Cruzeiro. “Cada clube vai estudar a sua proposta. Estamos andando juntos, mas olhando nossas casas e interesses”, afirmou Kalil.
Luxa mira outro
Depois de levar o zagueiro Werley para o Grêmio, o técnico Vanderlei Luxemburgo está disposto a tirar outro jogador do Atlético: o volante Serginho. O tricolor gaúcho já faz contato com o Galo a respeito do jogador, que atuou em todas as posições de defesa na época de Luxa. O atleta recentemente renovou o contrato até 2015. Em caso de empréstimo, o Galo receberia uma compensação financeira, a exemplo do que ocorreu com Werley.
Incógnita
Cuca confirmou que dará um tempo maior de recuperação a Danilinho, mas sinalizou que pode deixá-lo no banco como eventual opção para o segundo tempo. A lista de 20 relacionados sairá hoje cedo.
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