terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Zagueiro atleticano acredita em título da Copa do Brasil na temporada 2012


Rafael Marques aposta as fichas no Alvinegro para conquistar a competição nacional
Luiz Martini - Superesportes
Publicação:19/02/2012 13:44
Atualização:19/02/2012 14:09
Zagueiro marcou seu primeiro gol pelo Atlético contra a Caldense
Rafael Marques aposta as fichas no Alvinegro para conquistar a competição nacional
Luiz Martini - Superesportes
Publicação:19/02/2012 13:44
Atualização:19/02/2012 14:09
Caminho mais curto para a Libertadores, a Copa do Brasil está mais uma vez no caminho do Atlético. Clube que mais vezes participou da competição nacional, ao lado do Vitória-BA, em 22 oportunidades, o Galo terá outra chance para conquistar o torneio pela primeira vez. O Alvinegro só ficou fora da edição de 1993. Prestes a participar pela 23ª vez, os melhores resultados atleticanos, ao longo da história, foram as semifinais de 2000 e 2002.
A estreia do Atlético na Copa do Brasil deste ano será no dia 14 de março, às 22h, no estádio Morenão, em Campo Grande. O adversário é o Cene-MS. Caso vença o jogo por dois ou mais gols de diferença, o time elimina a partida de volta, marcada para o dia 21, às 22h, na Arena do Jacaré.
Com a política de manter a base do ano passado, a diretoria alvinegra contratou pouco atletas para esta temporada. Uma das novidades, o zagueiro Rafael Marques, que assumiu a condição de titular no lugar de Leonardo Silva (lesionado), não quis apontar os times mais cotados para erguer a taça, mas disse que o Alvinegro é um dos favoritos.
“Competições de mata-mata costumam apresentar surpresas. Temos vários exemplos de clubes pequenos que chegaram desacreditados e foram longe, até conquistando o título. Então, fica difícil apontar favoritos. Futebol é imprevisível. Pelo que pude ver do Atlético, coloco as minhas fichas no Galo”, afirmou ao Superesportes.
Além da competição eliminatória, o ano atleticano terá o Campeonato Mineiro e o Brasileirão. A campanha instável do último Nacional fez com que o Galo não conseguisse figurar entre os times da Sul-Americana.
Questionado se a responsabilidade dos novos contratados seria maior pelo pequeno número de reforços apresentados, o defensor negou sentir mais pressão do que os jogadores que já estavam no grupo.
“Acho que se a direção contratou pouco foi porque tem confiança em quem já estava aqui. Nosso grupo é muito qualificado, conta com jogadores diferenciados em todos os setores. Eu sei que tenho uma reponsabilidade enorme, mas é por vestir a camiseta o Atlético, que oferece uma estrutura fantástica e é empurrado por uma torcida apaixonada. O fato de ter chegado como reforço não significa uma pressão a mais”, completou.
Veja a entrevista exclusiva com o zagueiro Rafael Marques:
1-Como está sendo sua a adaptação a Belo Horizonte?
- Está ótima. Já tinha ouvido referências excelentes de quem mora ou que passou algum tempo em Belo Horizonte. Além disso, eu e minha esposa somos pessoas tranquilas, o que ajuda bastante. Nos adaptamos rapidamente a Porto Alegre e agora está sendo assim também. Estou muito feliz aqui.
2-Pelo fato de o Atlético ter contratado pouco, a responsabilidade dos que chegaram é maior no time?
- Não penso assim. Acho que se a direção contratou pouco foi porque tem confiança em quem já estava aqui. Nosso grupo é muito qualificado, conta com jogadores diferenciados em todos os setores. Eu sei que tenho uma reponsabilidade enorme, mas é por vestir a camiseta o Atlético, que oferece uma estrutura fantástica e é empurrado por uma torcida apaixonada. O fato de ter chegado como reforço não significa uma pressão a mais.
3-Você chegou e assumiu a condição de titular, mas terá que brigar pela posição, após a volta do zagueiro Leonardo Silva, qual vantagem você terá nessa disputa?
- Eu brigo por posição todos os dias, independente se tem alguém voltando de lesão. O Cuca tem zagueiros que podem entrar e ficar no time a qualquer momento, porque todos têm capacidade. Como falei quando cheguei, vim buscar o meu espaço e estou tentando fazer isso nos treinos e nos jogos. Tive um bom início e objetivo é sempre melhorar meu nível.
4-A parceria com o Réver facilitou seu rendimento nos primeiros jogos?
- Quando você chega a um clube novo, buscar o entrosamento ideal com seus companheiros é uma das primeiras missões. Felizmente tive a sorte de reencontrar o Réver, um grande jogador, e isso ajudou no entendimento da defesa. Eu conheço as características dele e ele conhece as minhas. Ajuda sim.
5-Quais são os favoritos para ganhar a Copa do Brasil?
- Essa é complicada de responder. Competições de mata-mata costumam apresentar surpresas. Temos vários exemplos de clubes pequenos que chegaram desacreditados e foram longe, até conquistando o título. Então, fica difícil apontar favoritos. Futebol é imprevisível. Pelo que pude ver do Atlético, coloco as minhas fichas no Galo.
6-Para o Brasileiro, o grupo do Atlético precisa de mais reforços?
- Hoje temos um grupo forte, capaz de brigar por títulos. Ainda tem bastante tempo até o Brasileirão, estamos vivendo as primeiras competições, ajustando algumas peças, buscando a melhor dinâmica. A direção do Atlético é muito competente e saberá lidar melhor com esse assunto.

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